Trump intervém e Balogun é liberado: EUA disparam nas apostas
Após pedido de Trump à Fifa, cartão vermelho de Balogun é anulado. Casas de apostas apontam favoritismo dos EUA contra Bélgica nas oitavas.

A liberação de Balogun muda as previsões das apostas
Após o anúncio da Fifa revogando o cartão vermelho do atacante Folarin Balogun, as principais plataformas de apostas registraram uma mudança significativa nas probabilidades. O Trump Balogun Fifa cartão vermelho tornou-se o assunto central nas discussões sobre a partida entre Estados Unidos e Bélgica, marcada para segunda-feira (6). As casas de apostas passaram a indicar que a seleção americana emergiu como favorita no confronto após a decisão disciplinar.
Na Polymarket, os Estados Unidos apresentam 40% de probabilidade de vitória, enquanto a Bélgica aparece com 34%, deixando 28% para um possível empate. Na Kalshi, a vantagem norte-americana aumenta consideravelmente, chegando a 53% contra 47% dos belgas. Essa transformação nas odds reflete diretamente a importância da participação de Balogun no confronto das oitavas de final.
O pedido de Trump ao presidente da Fifa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que solicitou pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun. O jogador havia sido expulso durante o confronto contra a Bósnia e Herzegovina após o árbitro considerar violenta uma ação em que ele pisava no tornozelo de um adversário.
Gianni Infantino reconheceu a comunicação com Trump em um comunicado oficial: "Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump". Porém, o chefe da entidade ressaltou que os órgãos judiciais possuem independência e autonomia nas decisões disciplinares, afirmando que transmitiu ao presidente americano que "o caso seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes".
Processo independente de revisão disciplinar
A Fifa anunciou no domingo que Balogun estava autorizado a atuar contra a Bélgica. Segundo a confederação internacional, a suspensão foi revogada após um processo independente de revisão disciplinar, previsto em sua regulamentação interna. A decisão fundamentou-se no artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, denominado "Suspensão da implementação de medidas disciplinares".
Este artigo permite que o órgão judicial da Fifa decida suspender, total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar imposta a um jogador. Ao suspender a aplicação da sanção, a pessoa beneficiada fica submetida a um período de prova entre um e quatro anos. Caso cometa outra infração de natureza e gravidade similares durante esse período, a suspensão será revogada e a sanção executada automaticamente, sem prejudicar sanções adicionais pela nova infração.
Recurso belga rejeitado pela Fifa
A liberação de Folarin Balogun provocou resposta imediata da Federação Belga de Futebol. Antes do confronto pelas oitavas de final, os dirigentes belgas recorreram à Fifa solicitando esclarecimentos sobre a autorização do atacante para disputar a partida. Os belgas argumentavam que, conforme as regras disciplinares da competição, um jogador expulso deve cumprir suspensão automática na partida imediatamente seguinte.
A entidade belga também contestou que a autorização para Balogun entrar em campo violava o regulamento da Copa do Mundo de 2026 e denunciou não ter recebido a decisão da Fifa nem as justificativas para a mudança de posicionamento. Adicionalmente, os dirigentes belgas afirmaram que não haviam sido incluídos no processo que analisou o caso do atacante americano.
A Fifa, contudo, rejeitou o recurso argumentando que a Bélgica não participou do processo de revisão disciplinar e, consequentemente, não possuía legitimidade para contestar a decisão. Com isso, Balogun permaneceu na lista de jogadores disponíveis para o confronto contra a seleção belga.
Impacto nas perspectivas das apostas
A mudança nas projeções das casas de apostas ocorreu logo após o anúncio da Fifa sobre a liberação de Balogun. Até o domingo, a Bélgica liderava as estimativas de vitória nas duas plataformas de mercados de previsão. Com a reversão da punição disciplinar, os Estados Unidos ultrapassaram os belgas nas probabilidades de sucesso.
As plataformas Polymarket e Kalshi funcionam como mercados de previsão, nos quais usuários negociam contratos baseados na probabilidade de determinados eventos ocorrerem. No Brasil, este tipo de serviço foi proibido pelo governo federal, que determinou o bloqueio dessas plataformas por entender que suas operações não se enquadram na regulamentação brasileira para apostas e mercados financeiros.
Relacionamento próximo entre Trump e Infantino
A situação envolvendo Trump, a Fifa e a liberação de Balogun evidencia o relacionamento próximo estabelecido entre o presidente dos Estados Unidos e Gianni Infantino. O chefe da Fifa tem se comunicado regularmente com Trump sobre assuntos relacionados à Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos.
Embora Infantino tenha enfatizado a independência dos órgãos judiciais da Fifa e a importância de respeitar tal autonomia para manter a credibilidade e integridade do futebol, a sequência de eventos levanta questões sobre possíveis influências políticas em decisões disciplinares. A liberação de Balogun e o consequente aumento das probabilidades de vitória dos EUA nas casas de apostas demonstram como decisões regulatórias podem impactar diretamente as competições esportivas e os mercados de previsão associados.
