Programa leva professores de escolas públicas a intercâmbio no Panamá
Os professores da educação básica de instituições públicas de ensino que se autodeclarem pessoas pretas, pardas ou quilombolas podem se inscrever até as 17h do...

Os professores da educação básica de instituições públicas de ensino que se autodeclarem pessoas pretas, pardas ou quilombolas têm uma oportunidade única de ampliar seus conhecimentos e experiências através do Programa Caminhos Amefricanos: Intercâmbios Sul-Sul, edição Panamá. Promovido pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o programa oferece 50 vagas para docentes que desejam participar de um intercâmbio de curta duração no exterior, com foco em países africanos, latino-americanos e caribenhos.
O objetivo do programa é contribuir para o combate ao racismo e para a promoção da igualdade racial no Brasil, através da troca de conhecimentos e experiências entre professores brasileiros e de outros países. Além disso, o programa busca fortalecer a educação das relações étnico-raciais e o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras.
As inscrições para a edição Panamá estão abertas até as 17h do próximo domingo (8), no horário de Brasília, e devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma da Capes, com login no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. Para se candidatar, é necessário ser docente efetivo da educação básica em instituição educacional pública de ensino há, no mínimo, um ano; ter disponibilidade para participar integralmente das atividades previstas no edital; ser graduado em licenciatura em qualquer área do conhecimento realizada em instituição de ensino superior credenciada pelo MEC ou ter diploma de licenciatura reconhecido no Brasil.
Além disso, é preciso desenvolver atividades de ensino voltadas para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Esses requisitos garantem que os participantes do programa tenham um interesse genuíno em promover a igualdade racial e estejam engajados em suas comunidades escolares.
A edição Panamá pelo Caminhos Amefricanos é o primeiro destino internacional do programa. O intercâmbio terá duração de até 15 dias e está previsto para ocorrer a partir de maio de 2026. Durante a experiência, os participantes irão desenvolver atividades e socialização de conhecimentos, experiências e políticas públicas na Universidad de Panamá, na cidade do Panamá. Além disso, terão a oportunidade de participar de um evento científico e realizar visitas guiadas a escolas, museus e locais históricos.
O intercâmbio abordará temas como educação, história, cultura africana e da diáspora africana, que se refere aos deslocamentos forçados de populações africanas. Essa troca internacional de conhecimentos é uma oportunidade única para os professores ampliarem seus horizontes e enriquecerem suas práticas pedagógicas.
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) é responsável por viabilizar o financiamento do intercâmbio, que inclui o custeio de até 15 diárias, deslocamento (passagens aéreas nacional e internacional), seguro saúde e passaporte do docente. Essa é uma grande oportunidade para os professores que, muitas vezes, não têm condições financeiras de arcar com os custos de um intercâmbio.
O resultado final com os nomes dos 50 docentes selecionados será divulgado até o dia 30 de abril. Os professores que forem selecionados terão a oportunidade de vivenciar uma experiência única e enriquecedora, que certamente trará benefícios para suas pr
