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Nos EUA, IA já libera receita médica sem médico

Programa da start-up Doctronic testa até que ponto reguladores e pacientes do estado de Utah aceitam trocar julgamento clínico por algoritmo

Nos EUA, IA já libera receita médica sem médico
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A tecnologia tem se tornado cada vez mais presente na área da saúde, trazendo soluções inovadoras para problemas antigos. Em meio a esse cenário, surgem as start-ups, empresas jovens que buscam solucionar desafios através da tecnologia e inovação. E é exatamente isso que a Doctronic, uma start-up de saúde digital, está fazendo no estado de Utah, nos Estados Unidos. A Doctronic desenvolveu um programa que utiliza algoritmos para auxiliar médicos e pacientes na tomada de decisões clínicas. Esse programa tem como objetivo principal aumentar a eficiência e precisão no diagnóstico e tratamento de doenças, além de reduzir os custos com consultas e procedimentos desnecessários. O programa foi lançado em Utah em parceria com a Universidade de Utah e já está sendo testado em um grupo de pacientes e médicos do estado. O foco principal desses testes é avaliar até que ponto os reguladores e pacientes estão dispostos a confiar em algoritmos e trocar o julgamento clínico por essa tecnologia. Mas como funciona esse programa da Doctronic? Primeiramente, os médicos preenchem um questionário online com informações sobre o paciente, como histórico médico, sintomas e exames realizados. A partir desses dados, o programa analisa e gera um diagnóstico preliminar, que é encaminhado ao médico para revisão. Caso o médico concorde com o diagnóstico sugerido pelo programa, o tratamento pode ser iniciado imediatamente. Porém, se houver alguma discordância, o médico pode solicitar mais informações ou realizar novos exames para um diagnóstico mais preciso. Além disso, o programa também é capaz de monitorar a evolução do tratamento, adaptando-o conforme necessário. Isso permite uma maior agilidade no processo de cura e evita a realização de procedimentos desnecessários. Os primeiros resultados dos testes estão sendo surpreendentes. O programa da Doctronic mostrou-se bastante eficiente, com uma taxa de acertos superior a 90% nos diagnósticos iniciais, o que comprova a sua confiabilidade e precisão. Entretanto, a aceitação dessa tecnologia ainda é um tema delicado para muitos. Reguladores e pacientes têm receios em confiar plenamente em um algoritmo, que não possui a sensibilidade humana e experiência clínica de um médico. A maior preocupação é em relação ao impacto que essa inovação poderia causar na relação médico-paciente. Afinal, a confiança e a empatia entre esses dois lados são fundamentais para um tratamento eficaz. Porém, a Doctronic garante que o programa tem como objetivo auxiliar e não substituir a atuação dos médicos. E os pacientes também estão sendo incluídos nos testes para avaliar a sua aceitação em relação à tecnologia. É importante que eles se sintam confortáveis e seguros em participar de um tratamento que utiliza algoritmos. E, até o momento, os resultados têm sido positivos, com a maioria dos pacientes demonstrando confiança no programa e satisfação com os diagnósticos e tratamentos sugeridos. Outro ponto importante que está sendo avaliado é a redução de custos para os pacientes. Com a utilização do programa, é possível evitar a realização de diversos exames e procedimentos desnecessários, o que pode resultar em uma economia significativa para os pacientes e para os sistemas de saúde. Portanto, o programa da Doctronic tem mostrado resultados promissores nos testes realizados em Utah. Além de aumentar a eficiência e precisão no diagnóstico e tratamento, essa tecnologia pode trazer diversos benefícios, como a redução de custos e o aumento do acesso à saúde. Ainda há desafios a serem superados, principalmente em relação à aceitação dessa inovação.

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