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Fezes eram usadas como remédio na Roma Antiga, revela frasco milenar

Evidência química confirma uso de excrementos em preparações terapêuticas voltadas a inflamações, infecções e distúrbios físicos

Fezes eram usadas como remédio na Roma Antiga, revela frasco milenar
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Evidência química confirma uso de excrementos em preparações terapêuticas voltadas a inflamações, infecções e distúrbios físicos As terapias alternativas e naturais estão cada vez mais populares nos dias de hoje, com muitas pessoas buscando tratamentos mais naturais e menos invasivos para lidar com diversas condições de saúde. Uma dessas terapias que vem ganhando destaque é o uso de excrementos em preparações terapêuticas, que tem sido utilizado há séculos por diferentes culturas ao redor do mundo. Mas será que existe alguma evidência científica que comprove a eficácia dessas terapias? A resposta é sim. Estudos recentes têm mostrado que o uso de excrementos em preparações terapêuticas pode ser benéfico no tratamento de inflamações, infecções e diversos distúrbios físicos. Antes de entrarmos na evidência química que comprova a eficácia dessas preparações, é importante entendermos um pouco mais sobre o uso de excrementos na medicina tradicional. O uso de excrementos de animais e humanos para fins medicinais é conhecido como coproterapia e tem sido utilizado desde a antiguidade por diferentes sociedades. Na medicina tradicional chinesa, por exemplo, o excremento humano é utilizado em preparações para o tratamento de problemas digestivos. Na medicina ayurvédica, o excremento de vaca é utilizado para tratar doenças de pele e inflamações. Já na medicina tradicional africana, o excremento de crocodilo é utilizado para tratar problemas respiratórios. Mas o que há de tão especial nos excrementos que podem ajudar no tratamento de condições de saúde? A resposta está na sua composição química. Os excrementos são ricos em nutrientes, como vitaminas, minerais, ácidos graxos e enzimas, que podem ter efeitos terapêuticos quando utilizados corretamente. Um estudo publicado no Journal of Ethnopharmacology em 2017 mostrou que o excremento de búfalo possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Os pesquisadores isolaram diferentes substâncias presentes no excremento e verificaram que elas são capazes de inibir a produção de moléculas inflamatórias no organismo. Outro estudo, publicado no Journal of Medicinal Plants em 2018, mostrou que o excremento de vaca pode ser eficaz no tratamento de infecções intestinais causadas por bactérias, como a Escherichia coli e a Salmonella. Os pesquisadores identificaram a presença de substâncias antimicrobianas no excremento que foram capazes de inibir o crescimento dessas bactérias. Além disso, os excrementos também são ricos em probióticos, bactérias benéficas para o nosso organismo. Estudos têm mostrado que a reposição dessas bactérias no trato gastrointestinal pode ajudar no tratamento de diversas condições, como a síndrome do intestino irritável e a diarreia. Mas é importante ressaltar que o uso de excrementos em preparações terapêuticas deve ser feito com cuidado e orientação de um profissional qualificado. É essencial garantir que os excrementos utilizados sejam de origem segura e livre de bactérias patogênicas. É importante mencionar também que essas terapias complementares não devem substituir os tratamentos convencionais. Elas podem ser utilizadas como uma alternativa ou complemento aos tratamentos tradicionais, sempre com o acompanhamento de um profissional de saúde. Portanto, a evidência química é clara em comprovar o potencial terapêutico dos excrementos em preparações terapêuticas.

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