Votação de 2026 mostra mudança no exterior; veja quem venceu por país
Eleições 2026: Lula vence em Portugal e Kuwait, enquanto Flávio Bolsonaro lidera na Tailândia e Israel. Confira mudanças em relação a 2022.

Transformações nas preferências eleitorais dos brasileiros no exterior
Os resultados das eleições 2026 exterior revelaram alterações significativas comparadas ao pleito de 2022. Confira como foi a votação dos brasileiros no exterior e quais são as principais mudanças registradas nesta consultada ao longo do processo eleitoral internacional.
A votação realizada no exterior neste domingo (4) deixou explícitas mudanças de preferência em diversos países. No Kuwait, anteriormente reduto do candidato Jair Bolsonaro com 62,8% dos votos há quatro anos, Lula conseguiu reverter o resultado ao conquistar 73,97% dos votos. Na Tailândia, fenômeno inverso ocorreu: o país que havia fornecido maior votação ao petista em 2022 agora apresenta Flávio Bolsonaro como mais votado, alcançando 51,52% das preferências.
Panorama de vitórias por país em 2026
Lula manteve sua hegemonia em nações europeias tradicionais. Portugal, França, Alemanha e Reino Unido reafirmaram sua preferência pelo candidato petista, ainda que com variações nas porcentagens. Em Portugal especificamente, o resultado foi de 52,45%, uma redução em comparação aos 60,4% obtidos no primeiro turno de 2022.
Flávio Bolsonaro consolidou sua força em países asiáticos e do Oriente Médio. O candidato alcançou predominância no Japão e em Israel, onde seu pai havia conquistado vitória anterior. Em Israel, particularmente, o desempenho foi expressivo: 74,40% dos votos, superior ao patamar de 46% registrado por Jair Bolsonaro em 2022.
Análise comparativa com 2022
A comparação entre os dois ciclos eleitorais oferece perspectiva importante sobre a dinâmica política entre os eleitores brasileiros dispersos pelo mundo. No primeiro turno de 2022, aproximadamente 696 mil brasileiros encontravam-se inscritos para exercer seu direito de voto fora do Brasil. Este contingente representava cerca de 0,45% do eleitorado total brasileiro, que era composto por 156,5 milhões de pessoas.
A participação registrada naquele momento foi de 44,76% dos eleitores inscritos internacionalmente. Entre os votantes comparecentes, 1,60% optaram por votar em branco, enquanto 1,53% tiveram seus votos anulados. Lula conquistou 47,17% dos votos válidos naquela ocasião, tornando-se o mais votado em 85 cidades. Seu desempenho foi particularmente forte em países como Portugal, Palestina, Reino Unido e França.
Jair Bolsonaro, naquela eleição de 2022, recebeu 41,61% dos votos válidos no exterior, sendo o mais votado em 54 cidades. Seu domínio concentrava-se em nações como Estados Unidos, Japão, Israel e Paraguai.
Dados específicos da votação de 2026
Os números individuais revelam transformações dignas de atenção. Na Índia, onde a apuração ainda é parcial com apenas uma das duas seções apuradas, Flávio lidera com 52% das preferências, contrastando com os 67,9% que Lula havia obtido quatro anos antes. A Síria, participante pela primeira vez da votação brasileira no exterior, não oferece base comparativa com o pleito anterior.
O crescimento do número de eleitores brasileiros no exterior representa fenômeno relevante para compreender estas transformações. A população de brasileiros vivendo internacionalmente tem se ampliado consistentemente, alterando a composição demográfica dos votantes e, consequentemente, suas preferências políticas.
Implicações e perspectivas futuras
As mudanças observadas na votação do exterior sugerem fluxos de reposicionamento entre candidatos. Enquanto Lula mantém influência em regiões europeias consolidadas, Flávio demonstra crescimento em áreas estratégicas como Ásia e Oriente Médio. Esta distribuição geográfica das preferências reflete não apenas convicções políticas, mas também características demográficas e sociais das comunidades brasileiras em cada localidade.
A continuidade desta reportagem acompanhará a divulgação completa de todos os dados, particularmente da Índia, permitindo análise mais robusta do panorama eleitoral internacional. Os resultados até o presente momento já oferecem indicações claras sobre as prioridades políticas dos brasileiros dispersos pelo globo e suas mudanças em relação ao ciclo eleitoral anterior.
