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Viih Tube explica reality com funcionários e crítica à jornada 6x1

Influenciadora Viih Tube se pronuncia sobre reality show com funcionários e reafirma objetivo de criticar escala 6x1. MPT abre procedimento de investigação.

Viih Tube explica reality com funcionários e crítica à jornada 6x1
Fonte: g1.globo.com/pop-arte/noticia/2026/07/02/viih-tube-diz-que-ideia-de-reality-com-funcionarios-era-criticar-escala-6x1-queria-chamar-a-atencao.ghtml

Viih Tube justifica propósito do reality com funcionários

A influenciadora digital Viih Tube se manifestou publicamente sobre as repercussões geradas pelo programa "As Patroas", uma produção audiovisual desenvolvida em parceria com seu marido, Eliezer, que conta com a participação de 11 membros da equipe doméstica familiar. Em comunicado divulgado através do Instagram na quinta-feira (2), a criadora de conteúdo reafirmou que o propósito central da iniciativa era provocar discussão pública acerca da escala 6x1.

"A nossa intenção era chamar atenção para falar sobre a escala 6x1, que nós somos contra. Porém, eu não imaginava que tomaria a proporção que tomou", declarou Viih Tube em vídeos publicados em sua conta. A influenciadora reconheceu que a repercussão ultrapassou suas expectativas iniciais, gerando críticas significativas nas redes sociais e entre órgãos governamentais.

Detalhes sobre o formato e conteúdo do programa

O primeiro episódio foi disponibilizado na terça-feira (30) através do canal YouTube da influenciadora e nas plataformas digitais do casal. Após a onda de críticas, o material foi removido da plataforma de vídeos, permanecendo acessível apenas no Instagram de Viih Tube.

O episódio inicial apresentava uma prova em que os participantes deveriam localizar moedas distribuídas estrategicamente pela residência. Conforme registrado nas imagens do material, as moedas foram colocadas em diversos locais, incluindo um lago artificial, diferentes cômodos, além de locais inusitados como o vaso sanitário e a lixeira do banheiro.

O segundo episódio, lançado na tarde da mesma quinta-feira, abordava questões relacionadas à precarização laboral e, novamente, à escala 6x1. Viih Tube comunicou que o lançamento foi antecipado em relação ao cronograma inicial: "O 2º episódio (todo lavando roupa suja) estava previsto para sair no sábado, como anunciado anteriormente. Mas, devido à repercussão gigantesca — a gente queria a atenção de vocês, mas não imaginava tudo isso —, estamos postando hoje".

Argumentação da influenciadora sobre participação dos funcionários

Na defesa de sua criação, Viih Tube teceu paralelos com experiências anteriores, mencionando quando utilizou estratégias de comunicação questionáveis para promover seu livro "Cancelada", o qual gerou debate sobre fake news e práticas de divulgação duvidosas. Ao abordar especificamente a participação dos funcionários no reality, a influenciadora enfatizou questões de consentimento e formalização contratual.

"É importante também deixar claro eles não são obrigados a participar. Foi feito o convite e topou quem quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho. Eles assinaram um contrato de produção audiovisual e receberam como se fosse uma publi", explicou Viih Tube. A criadora de conteúdo ressaltou que todos os participantes teriam recebido compensação financeira pela participação, estabelecida como trabalho audiovisual separado de suas funções habituais.

Investigação do Ministério Público do Trabalho

A repercussão massiva do programa motivou o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo a iniciar procedimento investigativo. Em comunicado dirigido à imprensa, o órgão confirmou ter recebido informações através de cobertura jornalística e formalizou abertura de apuração: "tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos".

Além da ação do MPT, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu manifestação pública sobre o caso. Embora sem mencionar nominalmente os influenciadores, o tribunal abordou questões de dignidade laboral e assédio moral no contexto de atividades de entretenimento envolvendo trabalhadores.

Posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho

O tribunal enfatizou que submeter trabalhadores a situações humilhantes ou vexatórias pode constituir assédio moral, independentemente do contexto ou justificativa apresentada. "A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", afirmou o TST em publicação nas redes sociais.

Este pronunciamento reflete preocupação institucional com relação ao tratamento de trabalhadores domésticos e questões de direitos laborais, independentemente de argumentações relacionadas ao propósito social ou crítico que possa estar associado a determinada produção audiovisual. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades competentes.

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