TSE afirma que desacreditar votação afasta eleitor das urnas
Presidente do TSE declara que desacreditar sistema de votação desestimula comparecimento eleitoral e reforça transparência das urnas eletrônicas.

Transparência e segurança em destaque
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, enfatizou durante a Corrida Pela Democracia que desacreditar sistema de votação representa um desestímulo direto para que os eleitores compareçam às urnas. O pronunciamento ocorreu no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, durante evento que marcou o encerramento da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.
Segundo Nunes Marques, a instituição continua dedicada a reforçar a confiança pública nas urnas eletrônicas através de ações estratégicas. O magistrado ressaltou que desacreditar sistema de votação prejudica a participação democrática e compromete o engajamento dos cidadãos no processo eleitoral brasileiro.
Estratégia contra desinformação
Questionado sobre os procedimentos adotados pelo TSE para combater informações falsas relacionadas ao funcionamento das urnas eletrônicas, o presidente da corte explicou que a abordagem institucional transcende tratamentos isolados de problemas específicos. Em vez disso, a prioridade concentra-se em fortalecer a segurança cibernética e ampliar o alcance informativo junto à sociedade brasileira.
O tribunal tem mantido diálogo constante com diferentes setores para garantir a integridade do processo. As ações implementadas buscam não apenas proteger a tecnologia eleitoral, mas também educar a população sobre a confiabilidade dos mecanismos de votação utilizados no país.
Inteligência artificial e deepfakes nas eleições
A questão dos deepfakes e aplicações de inteligência artificial ganhou relevância especial na agenda do TSE. Essas tecnologias têm sido exploradas para criar falsas representações de candidatos nas redes sociais, representando ameaça significativa à integridade informacional das campanhas.
Nunes Marques revelou que o tribunal mantém negociações ativas com plataformas de internet para minimizar a disseminação de conteúdo fraudulento. Conforme afirmou, todas as principais plataformas concordaram com o plano apresentado pelo TSE, tendo assinado acordo e disponibilizado ferramentas específicas para reduzir incidentes dessa natureza.
Ferramentas e compromissos firmados
As plataformas digitais demonstraram disposição em cooperar com o tribunal, comprometendo-se a implementar recursos técnicos que identifiquem e limitem a propagação de desinformação. Essa parceria representa avanço importante na proteção contra manipulação de conteúdo durante o período eleitoral.
Conselho consultivo para integridade informacional
O TSE instituiu recentemente um conselho consultivo dedicado à Integridade Informacional nas Eleições 2026, órgão inovador criado para assessorar a Presidência da Corte em questões relacionadas à proteção da legitimidade e normalidade do processo eleitoral.
Este conselho apresenta caráter consultivo e multidisciplinar, reunindo especialistas de diversos campos considerados estratégicos. A composição abrangente reflete a complexidade dos desafios contemporâneos que podem afetar as Eleições Gerais de 2026.
Áreas de atuação do conselho
O órgão consultivo contará com representantes de tecnologia e inteligência artificial, responsáveis por analisar riscos relacionados a inovações tecnológicas. Profissionais de segurança pública e combate à criminalidade organizada integram a estrutura para avaliar ameaças sistemáticas ao processo.
Também participam especialistas em comunicação social, administração pública e finanças públicas, fornecendo perspectivas sobre gestão e transparência. Profissionais de saúde pública contribuem com análises sobre proteção do eleitor e bem-estar da população durante períodos eleitorais.
A representação inclui ainda juristas especializados em direito eleitoral e constitucional, pesquisadores da academia, atores da sociedade civil e defensores de direitos fundamentais. Essa diversidade garante abordagem holística para enfrentar desafios informacionais que possam comprometer a confiança nas eleições.
Preparação para 2026
O fortalecimento das estruturas de proteção eleitoral representa prioridade clara da instituição. Com a criação do conselho consultivo e a intensificação de parcerias com plataformas digitais, o TSE demonstra comprometimento em garantir que as próximas eleições ocorram em ambiente seguro, transparente e livre de manipulações informacionais.
A mensagem central do presidente Nunes Marques permanece firme: investimentos em segurança cibernética, diálogo público transparente e cooperação institucional são fundamentais para preservar a confiança dos eleitores nas urnas eletrônicas. Desacreditar sistema de votação representa não apenas questão técnica, mas ameaça à própria democracia participativa que sustenta as instituições brasileiras.
