Pesquisa Quaest de 7 de setembro: Lula lidera com 36% contra Flávio
Pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro mostra Lula na liderança com 36% e Flávio Bolsonaro com 29%. Segundo turno empata em 41%. Desaprovação do governo ati...

Pesquisa Quaest de 7 de setembro: Lula lidera no primeiro turno
A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7 de setembro, revela um cenário de acirrada disputa eleitoral para a presidência de 2026. Lula mantém a liderança com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 29%. O terceiro colocado é Augusto Cury, com 8%, percentual inferior aos 10% registrados na pesquisa anterior de 2 de setembro. Os demais candidatos somam 9%, enquanto 10% dos entrevistados permanecerm indecisos e 8% pretendem votar em branco, anular ou abster-se.
Segundo turno apresenta empate técnico
Na simulação de segundo turno, o cenário muda drasticamente. Lula oscila negativamente e chega a 41% de intenção de voto, exatamente o mesmo percentual de Flávio Bolsonaro. A pesquisa Quaest anterior indicava 42% para o presidente e 41% para o senador. Entre os eleitores indecisos, 5% permanecem em dúvida, enquanto 13% declaram intenção de votar em branco, anular ou não votar.
Polarização entre as bases eleitorais
A composição das intenções de voto revela forte polarização nas linhas ideológicas. Entre os eleitores que se identificam como Lulistas, 96% pretendem votar em Lula, percentual que chega a 89% entre os que se classificam como de esquerda. Do lado oposto, 98% dos que se declaram Bolsonaristas e 86% dos de direita apoiam Flávio. Entre os eleitores independentes, o empate é evidente.
Potencial de voto e rejeição equilibrados
Os dados sobre potencial de voto e rejeição demonstram como a pesquisa Quaest reflete um eleitorado dividido. Lula possui potencial de voto de 44% e enfrenta rejeição de 53%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, é rejeitado por 55% e conta com potencial de voto de 40%. Todos esses números ficam dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais com nível de confiabilidade de 95%.
Medo político dividido entre eleitores
A pesquisa Quaest também investigou o sentimento de medo entre os eleitores. Exatamente 43% afirmam ter medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto o mesmo percentual de 43% declara ter medo da continuidade do governo Lula. A diferença geracional marca presença nesse indicador: jovens apresentam crescente temor pela continuidade do atual governo, enquanto eleitores com 60 anos ou mais manifestam maior preocupação com o retorno da família Bolsonaro.
Desaprovação do governo em nível crítico
O fator que mais preocupa para as chances de reeleição de Lula é a taxa de desaprovação, que atingiu 50% na pesquisa Quaest divulgada. De julho até setembro, diferentemente do que ocorreu em outros governos no mesmo período, a aprovação do presidente apresenta tendência clara de piora. O Nordeste registrou aumento na desaprovação de 29% para 35%, enquanto o Sudeste passou de 50% para 56%.
Desaprovação cresce entre homens e jovens
Entre os homens, a desaprovação aumentou de 50% para 57%. Entre os jovens, o crescimento foi ainda mais expressivo, subindo de 46% para 55%. Segundo análise contida na pesquisa Quaest, o patamar de aprovação governamental é um dos principais preditores de sucesso eleitoral. Neste nível de desaprovação, as chances de reeleição de Lula caem para menos de 50%.
Endividamento e pressão econômica
Uma variável importante que explica o mau desempenho do governo na pesquisa Quaest é o endividamento das famílias. O período de piora na aprovação coincide precisamente com o intervalo de julho a setembro, quando mais brasileiros voltaram a relatar problemas com muitas dívidas. O programa Desenrola 2.0, que começou bem avaliado por 50% dos eleitores, vem perdendo apoio: apenas 43% agora o consideram uma boa ideia.
Dilema da capacidade de compra persiste
O dilema de acessibilidade econômica permanece muito presente no eleitorado. Embora 64% dos brasileiros reconheçam que suas rendas aumentaram no último ano, apenas 10% tiveram percepção de aumento de renda superior ao crescimento do custo de vida. Esse cenário impacta diretamente nas intenções de voto reveladas pela pesquisa Quaest.
Economia como divisor de águas eleitoral
Os efeitos eleitorais dessa frustração econômica são cristalinos na pesquisa Quaest. Entre aqueles que perceberam aumento real de renda, Lula obtém larga vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Porém, para quem sentiu o custo de vida aumentando mais que a renda ou que não experimentou melhora na renda, a vantagem de Flávio é expressiva.
Bases eleitorais sólidas e eleitorado flutuante
A economia não prejudica ainda mais as chances de Lula porque ele possui uma base eleitoral muito fiel e sólida, oscilando entre 29% e 33%. A família Bolsonaro, por sua vez, não consegue avançar com facilidade sobre Lula porque parte de uma base menor de 24%. O restante do eleitorado divide-se entre aqueles que desejam um outsider (20%) e um moderado (17%).
Segundo turno decidirá entre indecisos moderados
Como o piso de Lula e Flávio aparenta estar bem estabelecido, conforme aponta a pesquisa Quaest, o resultado eleitoral dependerá do comportamento daqueles que buscam um outsider ou um moderado. No segundo turno mais provável atualmente, um terço dessa parcela escolhe Lula, um quarto declara que não votará em ninguém e 40% optam por Flávio.
Metodologia e registro da pesquisa Quaest
A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiabilidade de 95%. O registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral é BR-01720/2026. O levantamento foi encomendado pela Globo para informar sobre o cenário das eleições de 2026.
Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, os veículos Globo, G1, GloboNews, O Globo e afiliadas publicarão 130 pesquisas sobre disputas pelo Senado, Presidência da República e governos de todos os estados e Distrito Federal, encomendadas à Quaest e ao Datafolha.
