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Jornalista da ABC critica Bósnia e pede desculpas publicamente

Repórter da emissora ABC faz comentários inadequados sobre Bósnia durante cobertura da Copa e depois se desculpa publicamente nas redes sociais.

Jornalista da ABC critica Bósnia e pede desculpas publicamente
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/28/reporter-de-tv-americana-diz-que-nao-sabe-onde-fica-a-bosnia-proxima-adversaria-dos-eua-na-copa-e-depois-pede-desculpas.ghtml

Repórter da ABC gera polêmica com comentário sobre Bósnia

Uma jornalista da emissora de televisão americana ABC tornou-se centro de controvérsia ao fazer declarações desafortunadas sobre a Bósnia durante transmissão ao vivo da cobertura da Copa do Mundo. O incidente envolvendo a jornalista da ABC crítica Bósnia repercutiu amplamente nas redes sociais e gerou reações negativas de espectadores e da comunidade internacional.

Abigail Vélez, ao anunciar o próximo enfrentamento entre a seleção dos Estados Unidos e a Bósnia, afirmou ao vivo que não saberia localizar o país no mapa e que não possuía interesse em conhecer informações sobre a nação. Seus comentários foram considerados insensíveis e inapropriados por muitos acompanhantes da transmissão, desencadeando uma onda de críticas nas plataformas digitais.

Pedido de desculpas e repercussão nas redes sociais

Após a repercussão negativa gerada por suas declarações, a repórter publicou um comunicado de desculpas na plataforma X (antigo Twitter). O post, lançado em 27 de junho, alcançou impressionante quantidade de mais de 3,2 milhões de visualizações, refletindo o alcance e o impacto do ocorrido.

No texto de retratação, Abigail Vélez reconheceu ter ultrapassado limites ao tentar fazer humor durante a competição mundial. Ela descreveu seu comentário como impensado, insensível e inadequado. A mensagem incluía pedido formal de desculpas ao povo bosníaco e à seleção de futebol nacional do país.

"Em uma tentativa mal planejada de me divertir um pouco com a competição da Copa do Mundo, passei dos limites e fiz, ao vivo, um comentário impensado, insensível e inadequado. Peço desculpas ao povo da Bósnia e à seleção de futebol da Bósnia. A Copa do Mundo deve servir para unir comunidades ao redor do mundo, e meu comentário não refletiu esse espírito. Desejo a todas as equipes muito sucesso na continuidade de sua jornada na Copa do Mundo.", disse na publicação.

O confronto entre EUA e Bósnia e Herzegovina

O encontro entre a seleção americana e a Bósnia e Herzegovina estava agendado para a quarta-feira, dia 1º do mês seguinte. O jogo representava momento crucial para ambas as equipes na competição internacional, tornando ainda mais inapropriados os comentários realizados durante a cobertura televisiva.

História complexa e dividida da Bósnia e Herzegovina

A Bósnia e Herzegovina possui história marcada por complexidades geopolíticas e conflitos que moldaram sua atual configuração. O território integrava a antiga Iugoslávia até o início da década de 1990, período em que diversos movimentos separatistas eclodiram no estado comunista.

Após a proclamação de independência da Croácia e Eslovênia, os bosníacos, grupo étnico majoritário e predominantemente muçulmano da região, reivindicaram sua própria independência de Belgrado. Este processo desencadeou um dos conflitos mais sangrentos documentados na história europeia no período pós-Segunda Guerra Mundial.

O conflito dos anos 1990 e suas consequências

A população sérvia residente no território, apoiada pelo governo de Belgrado (atual Sérvia), posicionou-se contrária à independência bosníaca. Iniciou-se então uma campanha militar de larga escala que resultou em limpeza étnica sistemática e massacres contra a população bosníaca.

O conflito prolongou-se entre os anos 1992 e 1995, envolvendo também os bósnio-croatas, terceiro grupo étnico significativo na região. Este período ficou marcado por atrocidades contra a população civil, incluindo o notório Massacre de Srebrenica, ocorrido em 1995, quando forças sérvias perpetraram execução de mais de 8.000 bosníacos.

A capital Sarajevo sofreu destruição praticamente total durante o conflito. Franco-atiradores sérvios posicionados nas colinas adjacentes realizavam disparos indiscriminados contra civis nas ruas da cidade, criando ambiente de terror permanente para a população urbana.

Reconstrução e estrutura política atual

O Acordo de Paz de Dayton, celebrado em 1995, estabeleceu o termo do conflito e criou a estrutura política contemporânea da Bósnia e Herzegovina. Este acordo negociado envolveu sérvios, croatas e bosníacos, implementando divisão administrativa baseada em representação étnica das três principais comunidades.

Diversos líderes políticos e militares sérvios foram posteriormente processados pelo Tribunal Penal Internacional, sediado em Haia. Entre os condenados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade encontram-se o ex-presidente Slobodan Milosevic e o general Ratko Mladic, ambos responsabilizados pelas atrocidades cometidas.

Atualmente, a Bósnia e Herzegovina mantém candidatura para integração à União Europeia, buscando consolidar sua integração institucional com as nações europeias. O país compartilha fronteiras com Croácia, Sérvia e Montenegro, posicionando-se geograficamente como região de importância estratégica no continente europeu.

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