Darline Nordone assume assento no Senado após morte de Lindsey Graham
Darline Nordone, irmã do senador Lindsey Graham, foi nomeada para ocupar a cadeira no Senado dos EUA até janeiro de 2027 após morte do senador.

Darline Nordone assume assento no Senado após morte de Lindsey Graham
Darline Nordone, irmã do renomado senador Lindsey Graham, foi designada pelo governador da Carolina do Sul para ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. A nomeação ocorreu após a morte repentina de Graham no sábado, 11 de julho, aos 71 anos. Conforme a legislação estadual, o governador possui autoridade para escolher o substituto temporário em caso de falecimento de um senador.
Nomeação e Posse no Senado
Henry McMaster, governador republicano da Carolina do Sul, anunciou durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira que Nordone completaria o mandato restante de seu irmão até 3 de janeiro de 2027, quando o período de Graham se encerraria naturalmente. A lei estadual não obriga o governador a escolher alguém do mesmo partido político, porém McMaster, assim como Graham, é filiado ao Partido Republicano.
Conforme informações de pessoa próxima ao processo de nomeação, Darline Nordone tomaria posse na quarta-feira seguinte. Ela se tornaria a primeira mulher a representar a Carolina do Sul na câmara alta do Congresso norte-americano. A escolha de Nordone justificava-se pelo fato de ser a pessoa mais próxima de Graham, que não era casado e não possuía filhos.
Ligação Familiar e História Pessoal
Graham assumiu papel significativo na criação de sua irmã após a morte dos pais durante sua infância. Nordone era descrita como a pessoa viva mais próxima do senador falecido. Diferentemente de muitos membros da família política norte-americana, Graham manteve uma vida pessoal privada, focando sua carreira no serviço público por mais de três décadas.
Nascido em família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, Graham cresceu em ambiente modesto, ajudando os pais que possuíam um bar anexo à residência familiar. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida política, atuando primeiro como advogado na Justiça Militar e na Justiça comum.
Circunstâncias da Morte
O senador faleceu após o que foi descrito oficialmente como uma "doença repentina e breve". Conforme informações da rede americana NBC, serviços de emergência atenderam a chamado de parada cardíaca no endereço de Graham em Washington D.C. A causa exata da morte, porém, ainda não foi oficialmente confirmada em comunicado oficial de seu gabinete.
O falecimento ocorreu no mesmo fim de semana em que Graham estava programado para participar do programa de entrevistas "Meet the Press" da NBC, na manhã do domingo. Sua morte gerou preocupações em círculos políticos sobre a falta de transparência regarding saúde de parlamentares nos Estados Unidos.
Carreira Política de Três Décadas
Lindsey Graham construiu trajetória notável na política norte-americana iniciada em 1992, quando foi eleito deputado estadual. Sua projeção nacional começou em 1999, ao integrar a comissão que aprovou o impeachment do então presidente Bill Clinton. Em 2002, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, onde permaneceu representando a Carolina do Sul até sua morte.
Em 2016, Graham disputou a indicação do Partido Republicano à Presidência, mas foi derrotado nas prévias por Donald Trump. Recentemente, presidia a Comissão de Orçamento do Senado e integrava as comissões de Apropriações, Judiciária, e de Meio Ambiente e Obras Públicas.
Relacionamento com Donald Trump
A relação entre Graham e Trump passou por transformações significativas. Inicialmente crítico, Graham havia afirmado que Trump era "inapto para o cargo" e usou linguagem severa ao se referir ao então empresário após comentários depreciativos sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado.
Contudo, após a vitória eleitoral de Trump em 2016, Graham alterou substancialmente sua posição, tornando-se um dos principais aliados presidenciais. Tornou-se presença constante em eventos presidenciais e participava regularmente de atividades de lazer com Trump. Em entrevista de 2018, Graham explicou essa mudança citando ensinamentos de McCain sobre a necessidade de seguir adiante após eleições.
Graham experimentou breve afastamento após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, declarando "Estou fora. Já chega." Contudo, rapidamente retornou ao círculo próximo de Trump, permanecendo como aliado durante o segundo mandato presidencial.
Legado em Política Externa
Graham era reconhecido por advocacia consistente em favor de uma política externa intervencionista. Defendeu durante anos o uso de força militar pelos Estados Unidos e fortalecimento da defesa nacional. Na semana anterior à sua morte, participou de delegação que visitou Kiev, na Ucrânia, anunciando acordo para expandir pacote de sanções americanas contra a Rússia.
Fazia parte do trio conhecido como "Três Amigos", junto com John McCain e Joe Lieberman, que viajavam frequentemente pelo mundo defendendo posições mais intervencionistas. Trump lamentou a morte do senador na rede social Truth Social, descrevendo-o como "uma das melhores pessoas" e "verdadeiro patriota americano".
Reações Internacionais
Líderes internacionais expressaram condolências pela morte de Graham. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou estar "profundamente entristecido", descrevendo Graham como "verdadeiro defensor da liberdade". Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, o caracterizou como "grande amigo de Israel" e afirmou que "Israel perdeu um de seus maiores amigos".
John Thune, líder da maioria no Senado, afirmou que "meu coração está pesado ao saber da morte", destacando a dedicação de Graham à Força Aérea e ao Congresso, bem como seu papel como "defensor firme dos Estados Unidos" e "forte aliado de países que valorizam a liberdade".
