O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram recentemente os resultados do Censo Escolar 2025. De acordo com os dados divulgados, o Brasil registrou 46,018 milhões de estudantes matriculados em todas as etapas da educação básica, distribuídos em 178,76 mil escolas públicas e privadas. Apesar de uma redução de 2,29% nas matrículas em comparação com o ano anterior, é importante ressaltar que esse número não representa um problema, mas sim um sinal de que o atendimento educacional à população está aumentando.
Essa queda nas matrículas pode ser explicada por dois fatores: a redução da população em idade escolar e a melhoria nos indicadores de distorção idade-série. Segundo o coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas do Inep, Fábio Pereira Bravin, a redução da população em idade escolar se concentra principalmente nas faixas etárias de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos. Além disso, a mudança estrutural na demografia brasileira é um fator que deve ser levado em consideração ao analisar esses dados.
A taxa de atendimento à educação infantil, que abrange crianças de 0 a 3 anos, apresentou um aumento significativo de 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, atingindo 39,8% de frequência escolar. Apesar de ainda não atingir a meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE), esse é um avanço importante e que merece ser destacado. De acordo com o MEC, foram criadas 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas somente em 2025, com apoio do governo federal. Além disso, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê um investimento de R$ 7,37 bilhões para a construção de 1.670 novas creches.
Outro dado relevante divulgado pelo Censo Escolar é a redução da distorção idade-série, que avalia a quantidade de alunos que estão na série adequada à sua idade. Isso significa que menos alunos estão repetindo de ano e que o sistema educacional brasileiro tem se mostrado mais eficiente. De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, a distorção idade-série no ensino médio teve uma queda de 61% entre 2022 e 2025, sendo que apenas no terceiro ano do ensino médio essa redução foi de 27,2% para 13,99%. Isso demonstra um avanço significativo e que deve ser reconhecido.
É preciso enfatizar que a educação brasileira conquistou avanços significativos nos últimos anos. Segundo o ministro Camilo Santana, o Brasil praticamente universalizou o acesso à escola. Agora, o desafio é garantir a qualidade e a equidade na educação, para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizado adequado em todas as etapas. Esse é um desafio que exige uma articulação federativa mais forte e estratégica, mas que deve ser encarado com determinação.
Além disso, é importante destacar que o Censo Escolar também apontou um aumento significativo na conectividade nas escolas da educação básica. O percentual de escolas com acesso à internet passou de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025. Esse avanço também se deve aos investimentos realizados pelo governo federal, que alcançaram um aumento de 45% para 70% das escolas com conectividade
