A tecnologia vem avançando cada vez mais em todos os aspectos de nossas vidas, facilitando tarefas, otimizando processos e trazendo praticidade para o dia a dia. E na área da saúde não é diferente, a inteligência artificial (IA) vem se tornando uma grande aliada, sendo capaz de disponibilizar atendimento médico 24 horas por dia. Mas, será que podemos confiar totalmente em uma “médico de bolso”? Especialistas alertam para os riscos de erros, orientações inadequadas e falta de empatia nesse tipo de atendimento.
A IA está se tornando cada vez mais presente em nossas vidas, com assistentes virtuais, carros autônomos e até mesmo em diagnósticos médicos. Com a facilidade do acesso à internet, é possível encontrar diversos aplicativos e plataformas que prometem realizar uma avaliação médica de maneira rápida e eficaz. Essa facilidade é muito atrativa, principalmente para aqueles que possuem uma rotina agitada e não têm tempo para agendar uma consulta médica presencial.
Porém, é importante ter cautela ao utilizar esses aplicativos ou plataformas. Afinal, estamos falando de algo tão importante quanto a nossa saúde. Muitas vezes, a IA pode fornecer diagnósticos errôneos ou orientações que não condizem com a realidade de cada paciente. Isso acontece porque a IA baseia-se em dados estatísticos e algoritmos, mas nem sempre consegue levar em consideração fatores individuais que podem influenciar no diagnóstico e tratamento.
Além disso, a falta de empatia é um grande ponto negativo no atendimento realizado pela IA. Afinal, um computador não é capaz de expressar sentimentos e compreender as emoções de um paciente. A relação médico-paciente é fundamental para um tratamento eficaz, pois é por meio dessa relação que o médico consegue entender as necessidades e particularidades de cada paciente, promovendo um tratamento mais humanizado e personalizado.
Outro fator preocupante é a possibilidade de vieses no algoritmo da IA. Como a IA é alimentada por dados, é possível que haja uma influência de preconceitos e discriminações presentes na sociedade. Isso pode resultar em orientações inadequadas ou até mesmo em exclusão de certos grupos de pacientes. Por exemplo, se um determinado grupo de pessoas não está representado nos dados utilizados pela IA, é possível que elas sejam excluídas dos diagnósticos e tratamentos.
É importante ressaltar que a IA não deve ser vista como substituta da figura do médico. Pelo contrário, ela deve ser utilizada como uma ferramenta complementar, auxiliando no diagnóstico e tratamento, mas sempre com a supervisão e acompanhamento de um profissional médico qualificado. Afinal, é o médico quem possui o conhecimento e experiência para interpretar os resultados fornecidos pela IA e tomar decisões assertivas em relação à saúde do paciente.
É válido destacar também que a IA pode trazer grandes benefícios para a área da saúde, principalmente em regiões com dificuldades de acesso à médicos e hospitais. Com a disponibilidade de atendimento 24 horas por dia, é possível agilizar o diagnóstico e tratamento de pacientes que não possuem acesso fácil a um profissional médico. Além disso, a IA pode ser uma grande aliada no monitoramento de pacientes com doenças crônicas, ajudando a prevenir complicações e oferecer um tratamento mais eficiente e personalizado.
Portanto, é necessário um equilíbrio entre a utilização da tecnologia e a valorização do atendimento humano na área da saúde. A IA pode ser uma grande aliada no diagnóstico e tratamento, mas é preciso ter cuidado para garantir a segurança e eficácia do atendimento. A figura do médico deve ser valorizada e a tecn
