A decisão do governo americano de retirar seis imunizantes essenciais do calendário vacinal oficial é um enorme retrocesso que pode ter consequências graves para a saúde pública. Essa medida, anunciada recentemente pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), tem gerado preocupação e críticas por parte de especialistas e profissionais da área da saúde.
Os imunizantes que serão retirados do calendário vacinal são: a vacina contra a febre tifoide, a vacina contra a difteria, tétano e coqueluche (DTP), a vacina contra a hepatite A, a vacina contra a varicela, a vacina contra o rotavírus e a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV). Essas vacinas são consideradas essenciais para a prevenção de doenças graves e até mesmo fatais, e sua retirada do calendário vacinal oficial pode ter um impacto negativo significativo na saúde da população.
A justificativa do governo americano para essa decisão é a de que essas vacinas não são mais necessárias, pois as doenças que elas previnem estão sob controle e não representam mais uma ameaça para a população. No entanto, essa afirmação é preocupante, pois a retirada dessas vacinas pode levar a um aumento no número de casos dessas doenças, especialmente entre as crianças.
A vacina contra a febre tifoide, por exemplo, é essencial para aqueles que viajam para regiões onde a doença é endêmica. Sem essa vacina, essas pessoas ficam expostas ao risco de contrair a doença, que pode ser transmitida através do consumo de alimentos e água contaminados. Além disso, a vacina contra a difteria, tétano e coqueluche (DTP) é fundamental para proteger as crianças contra essas doenças altamente contagiosas e potencialmente fatais.
A retirada da vacina contra a hepatite A também é preocupante, já que essa doença pode ser transmitida através do contato com fezes contaminadas. Sem a vacinação, as crianças ficam vulneráveis a essa infecção, que pode causar danos graves ao fígado. A vacina contra a varicela também é essencial para prevenir essa doença altamente contagiosa, que pode levar a complicações graves, como pneumonia e encefalite.
Outra vacina que será retirada do calendário vacinal é a do rotavírus, que é responsável por causar diarreia grave em crianças, podendo levar à desidratação e até mesmo à morte. A vacinação contra o rotavírus tem sido extremamente eficaz na redução do número de casos dessa doença, e sua retirada pode levar a um aumento no número de hospitalizações e mortes relacionadas a essa infecção.
Por fim, a retirada da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) é especialmente preocupante, pois essa vacina é fundamental para prevenir o câncer do colo do útero, que é a quarta causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo. A vacinação contra o HPV tem sido amplamente recomendada por organizações de saúde em todo o mundo, e sua retirada do calendário vacinal pode ter um impacto negativo significativo na luta contra essa doença.
É importante ressaltar que a decisão do governo americano de retirar essas vacinas do calendário vacinal oficial não é baseada em evidências científicas sólidas. Pelo contrário, essa medida parece ser mais uma tentativa de reduzir os gastos com saúde, colocando em risco a saúde e o bem-estar da população.
Diante desse cenário, é fundamental que a população esteja ciente da importância da vacinação e continue seguindo o calendário vacinal recomendado pelas autor
