Há um “elevado risco para os voos civis” sobrevoarem o espaço aéreo iraniano devido às armas e defesa aérea do Irão, alertou a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). A agência emitiu um aviso aos operadores de companhias aéreas, aconselhando-os a evitar o espaço aéreo iraniano e iraquiano, após o recente aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irão.
A decisão da EASA foi tomada após o ataque aéreo dos Estados Unidos que matou o general iraniano Qasem Soleimani, em Bagdá, no início deste mês. O Irão retaliou com ataques a bases militares iraquianas que abrigam tropas americanas, aumentando ainda mais a preocupação com a segurança dos voos civis na região.
A EASA afirmou que o risco de voar sobre o espaço aéreo iraniano é “elevado” devido à presença de armas e sistemas de defesa aérea no país. Além disso, a agência também citou a possibilidade de erros de cálculo ou de identificação por parte das forças militares, o que poderia resultar em incidentes graves envolvendo aeronaves civis.
A decisão da EASA foi apoiada por outras agências de aviação, incluindo a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). A FAA emitiu uma ordem de proibição de voos sobre o espaço aéreo iraniano para todas as companhias aéreas americanas, enquanto a OACI aconselhou os países membros a avaliar cuidadosamente os riscos antes de permitir que suas companhias aéreas operem na região.
A proibição de voos sobre o espaço aéreo iraniano afetará principalmente as rotas de voos entre a Europa e a Ásia, que normalmente passam pelo Irão. Isso pode resultar em atrasos e desvios de rotas, o que pode aumentar os custos operacionais para as companhias aéreas. Além disso, os passageiros também podem enfrentar inconvenientes e possíveis cancelamentos de voos.
No entanto, a segurança dos passageiros e da tripulação é a principal prioridade das companhias aéreas e das agências de aviação. A decisão de evitar o espaço aéreo iraniano é uma medida preventiva para garantir a segurança dos voos civis. As companhias aéreas estão trabalhando em estreita colaboração com as agências de aviação para minimizar os impactos e garantir que os passageiros sejam informados sobre quaisquer alterações em seus voos.
Além disso, a EASA também aconselhou as companhias aéreas a evitar o espaço aéreo iraquiano, devido à possibilidade de ataques com mísseis e drones. A situação no Iraque também é instável, com protestos e conflitos em andamento. Portanto, é importante que as companhias aéreas tomem medidas de precaução para garantir a segurança de seus passageiros e tripulação.
Enquanto isso, o Irão afirmou que está tomando medidas para garantir a segurança dos voos civis em seu espaço aéreo. O país afirmou que suas forças militares estão em alerta máximo e que não há ameaças iminentes à aviação civil. No entanto, a EASA e outras agências de aviação estão tomando medidas preventivas para garantir a segurança dos voos civis.
É importante ressaltar que a decisão da EASA não é permanente e será revisada regularmente, com base na avaliação contínua da situação no Irão e no Iraque. As companhias
