As compras de energia dos Estados Unidos têm sido um tema de grande preocupação nos últimos anos. Em um mundo onde a sustentabilidade é um assunto cada vez mais presente, é essencial que os países busquem formas de reduzir o uso de combustíveis fósseis e promover uma transição para fontes de energia limpa e renovável.
Nesse sentido, em 2015, os Estados Unidos, juntamente com 195 outros países, assinaram um acordo histórico durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em Paris. O objetivo do acordo climático global era limitar o aumento da temperatura média global em 2°C, em relação aos níveis pré-industriais, e trabalhar para limitá-lo a 1,5°C. Um dos principais compromissos assumidos pelos Estados Unidos foi o de aumentar as compras de energia limpa para 20% da sua geração total de energia até 2026, e para 28% até 2028.
No entanto, recentemente, foi anunciado que as compras de energia dos Estados Unidos estão a menos de um terço dos 250 bilhões de dólares necessários para cumprir o acordo entre 2026 e 2028. Isso significa que o país está muito aquém de alcançar sua meta de 20% até 2026 e pode ter dificuldades em atingir o objetivo de 28% até 2028.
Essa notícia pode ser recebida com preocupação por muitas pessoas, mas é importante entender o contexto por trás desse déficit e o que pode ser feito para mudar essa situação.
Uma das principais razões para o baixo investimento em energia limpa nos Estados Unidos é o fato de que o país tem altos níveis de dependência de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Por décadas, esses combustíveis têm sido a principal fonte de energia do país, e há muitos interesses econômicos e políticos envolvidos em sua manutenção.
Além disso, ainda há um debate sobre a viabilidade e eficiência das energias renováveis em comparação com os combustíveis fósseis. Muitos argumentam que a produção de energia limpa é mais cara e menos confiável, o que pode ser um empecilho para a sua adoção em larga escala.
No entanto, é importante notar que, apesar desses desafios, há sinais positivos de que os Estados Unidos estão começando a mudar a sua abordagem em relação às energias renováveis. Por exemplo, muitos estados do país têm adotado políticas e incentivos para promover a utilização de fontes de energia limpa. Além disso, muitas empresas têm se comprometido a reduzir a sua pegada de carbono, investindo em energia renovável e adotando práticas sustentáveis.
Outro fator que pode impulsionar as compras de energia limpa nos Estados Unidos é o crescente apoio popular para a transição para fontes de energia renovável. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pelo Centro de Pesquisa Pew, 65% dos americanos afirmam que o desenvolvimento de energia limpa deve ser uma prioridade máxima para o governo. Isso mostra que o país está cada vez mais consciente da importância da sustentabilidade e da redução das emissões de gases de efeito estufa.
Além disso, os avanços tecnológicos também podem ser um fator chave para impulsionar a transição para a energia limpa. O desenvolvimento de técnicas mais eficientes e econômicas de produção de energia renovável tem o potencial de tornar a fonte cada vez mais competitiva com os combustíveis fósseis.
É importante ressaltar que a transição para uma economia de baixo carbono não é uma tarefa fácil e requer ações de governos, empresas e indivíduos. Os Estados Unidos, como uma das maiores economias
