Naim Qassem, vice-secretário-geral do grupo militante Hezbollah, não descartou a possibilidade de um novo conflito com Israel após a morte de um comandante em Beirute. A declaração de Qassem veio em meio a crescentes tensões entre o Hezbollah e Israel, que atingiram um novo pico após o ataque aéreo israelense que matou o comandante do Hezbollah, Ali Kamel Mohsen, em 20 de julho.
O Hezbollah, um grupo militante xiita com forte presença no Líbano, é considerado por Israel e pelos Estados Unidos como uma organização terrorista. No entanto, o grupo é amplamente apoiado pela população libanesa por sua luta contra Israel e por sua atuação em programas sociais e políticos no país.
A morte de Mohsen foi um duro golpe para o Hezbollah e para o Líbano, que já enfrentam uma crise econômica e política sem precedentes. O comandante era considerado um herói nacional e sua morte gerou uma onda de indignação e luto no país.
Em uma entrevista à emissora de televisão Al Mayadeen, Qassem afirmou que a morte de Mohsen foi um “crime” cometido por Israel e que o Hezbollah não deixará esse ataque sem resposta. Ele também alertou que o grupo está preparado para um novo conflito com Israel, caso seja necessário.
“Não podemos excluir a possibilidade de um novo conflito com Israel, porque eles continuam a nos atacar e a violar nossa soberania”, disse Qassem. “Estamos prontos para qualquer cenário e não vamos permitir que Israel continue a agir impunemente.”
O Hezbollah e Israel já travaram duas guerras, em 1982 e 2006, e os dois lados continuam em um estado de hostilidade constante. O grupo militante também é acusado de realizar ataques contra alvos israelenses no exterior, o que aumenta ainda mais as tensões entre os dois países.
No entanto, apesar das ameaças de Qassem, muitos especialistas acreditam que um novo conflito entre o Hezbollah e Israel é improvável no momento. Ambos os lados estão cientes das consequências devastadoras de uma guerra e têm muito a perder. Além disso, o Líbano está passando por uma crise econômica sem precedentes e não tem capacidade para suportar os custos de um conflito armado.
Além disso, o Hezbollah está atualmente envolvido em conflitos em outras partes do mundo, como na Síria e no Iêmen, e não pode se dar ao luxo de se envolver em uma guerra com Israel neste momento. O grupo também está enfrentando uma pressão crescente da comunidade internacional, que o acusa de interferir em assuntos internos de outros países e de apoiar grupos terroristas.
No entanto, a declaração de Qassem mostra que o Hezbollah continua determinado a proteger seus interesses e a responder a qualquer ataque israelense. O grupo também está buscando apoio da população libanesa, que está cada vez mais descontente com a situação atual do país.
Enquanto isso, o governo libanês está tentando manter uma posição neutra em relação ao conflito entre o Hezbollah e Israel, temendo as consequências de um novo confronto. O primeiro-ministro Hassan Diab pediu calma e diálogo para resolver as tensões entre os dois lados.
No entanto, a morte de Mohsen e as declarações de Qassem mostram que a situação no Líbano continua volátil e que qualquer incidente pode desencadear um conflito armado. É importante que as partes envolvidas mostrem moderação e busquem soluções pacíficas para evitar mais derramamento de sangue e sofrimento para a população libanesa.
Em meio a essa situação tensa, é importante lembrar que
