Imagens revelam traços de uma criança, uma mulher idosa e dois homens sepultados entre os séculos XIII e XVIII com máscaras feitas de cera, argila e milho.
A morte sempre foi um mistério para a humanidade, e ao longo dos séculos, diversas culturas desenvolveram rituais e tradições para lidar com esse momento tão delicado. Entre esses rituais, o uso de máscaras funerárias é uma prática que pode ser encontrada em diversas partes do mundo.
Recentemente, imagens de máscaras funerárias de quatro indivíduos foram reveladas por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Essas máscaras, feitas de cera, argila e milho, pertencem a uma criança, uma mulher idosa e dois homens, todos sepultados entre os séculos XIII e XVIII. Essas descobertas trouxeram à tona novas informações sobre os costumes funerários de povos antigos e nos permitem conhecer um pouco mais sobre esses indivíduos que viveram há tantos anos.
A máscara funerária da criança, que acredita-se ter entre 10 e 12 anos de idade, é feita de argila e possui traços delicados e bem definidos. Os pesquisadores acreditam que essa máscara foi feita para preservar a memória da criança e manter seu rosto reconhecível após a morte. Além disso, acredita-se que essa máscara também era usada como um meio de comunicação entre os vivos e os mortos, em rituais religiosos.
Já a máscara da mulher idosa, que tinha entre 60 e 70 anos, é feita de cera e possui traços mais marcantes e envelhecidos. Essa máscara é um exemplo da importância que as mulheres tinham na sociedade da época, sendo homenageada mesmo após a morte. Além disso, acredita-se que essa máscara também tinha um significado religioso, representando a sabedoria e a experiência adquiridas pela mulher ao longo de sua vida.
As duas máscaras de homens, uma feita de cera e outra de milho, também revelam traços marcantes e bem definidos. Acredita-se que essas máscaras eram usadas para preservar a memória dos homens e manter sua imagem viva na memória dos vivos. Além disso, essas máscaras também eram usadas como forma de homenagear os homens e seus feitos durante a vida.
A descoberta dessas máscaras funerárias é de extrema importância para a compreensão dos costumes e tradições de povos antigos. Além disso, essas máscaras também nos mostram que, mesmo em tempos tão remotos, a morte era vista com respeito e honra, e que a preservação da memória dos entes queridos era uma preocupação constante.
Essas máscaras também nos fazem refletir sobre a importância da morte e do luto na sociedade atual. Em tempos em que a morte é vista como um tabu e o luto é muitas vezes negado, a descoberta dessas máscaras nos lembra da importância de honrar e preservar a memória dos que se foram.
Além disso, a utilização de materiais como cera, argila e milho na confecção dessas máscaras também nos mostra a habilidade e criatividade dos povos antigos, que utilizavam os recursos disponíveis para expressar suas crenças e homenagear seus entes queridos.
Em resumo, as imagens reveladas das máscaras funerárias de uma criança, uma mulher idosa e dois homens nos trazem informações valiosas sobre os costumes e tradições de
