Nos últimos anos, temos visto uma crescente popularidade no uso de suplementos entre os mais jovens. Seja para melhorar o desempenho esportivo, suprir alguma deficiência nutricional ou simplesmente seguir as tendências do mercado, muitos jovens têm aderido ao uso de suplementos. Mas especialistas alertam que a suplementação só faz sentido em casos específicos e é preciso cuidado para não cair em armadilhas do marketing.
Antes de mais nada, é importante entender o que é um suplemento. Trata-se de uma forma concentrada de nutrientes, vitaminas ou minerais, que tem o objetivo de complementar a alimentação. Em outras palavras, não são substitutos para uma alimentação equilibrada e saudável. Infelizmente, esse é o erro mais comum entre os jovens que buscam o corpo perfeito ou resultados rápidos.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os suplementos alimentares são classificados como alimentos e não como medicamentos. Isso significa que não passam por um rigoroso processo de aprovação, como é o caso dos remédios, e podem ser comercializados sem receita médica. Por esse motivo, é de extrema importância saber a procedência e a qualidade do suplemento que está sendo consumido.
Outro fator que deve ser levado em consideração é a necessidade real de suplementação. A maioria dos jovens, mesmo praticantes de atividades físicas, não precisa fazer uso de suplementos. A alimentação equilibrada e diversificada, aliada a um estilo de vida saudável, é capaz de fornecer todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. É importante lembrar que o excesso de vitaminas e minerais pode ser prejudicial à saúde.
Além disso, é preciso ter atenção às promessas milagrosas feitas pelos fabricantes de suplementos. Muitos deles utilizam estratégias de marketing para atrair o público jovem e prometem resultados rápidos e fáceis. É importante ter consciência de que não há atalhos para a saúde e para o bem-estar. O uso indiscriminado de suplementos pode trazer consequências negativas, como problemas renais e hepáticos, alterações hormonais e sobrecarga de nutrientes.
Por outro lado, há casos específicos em que a suplementação é recomendada. Atletas de alto rendimento, por exemplo, podem precisar de determinados nutrientes em quantidades maiores do que a alimentação é capaz de fornecer. Nesses casos, é imprescindível o acompanhamento de um profissional de saúde, seja um nutricionista ou médico. Eles irão avaliar a real necessidade de suplementação e indicar qual a melhor opção para o tipo de atividade física e para o objetivo do atleta.
Outro grupo que pode se beneficiar do uso de suplementos são os vegetarianos e veganos. Por não consumirem alimentos de origem animal, podem apresentar deficiências de determinados nutrientes, como vitamina B12 e ferro. Nesses casos, é importante contar com a orientação de um nutricionista para avaliar a necessidade de suplementação e qual o tipo mais adequado para cada caso.
Em resumo, o uso de suplementos deve ser avaliado de forma individual e consciente. Não é indicado para a maioria dos jovens e pode trazer consequências negativas quando utilizado de forma indiscriminada. É importante priorizar uma alimentação equilibrada e saudável, praticar atividades físicas e, caso haja necessidade, buscar orientação profissional antes de iniciar o uso de suplementos.
Portanto, fica o alerta para os jovens que têm aderido à moda dos suplementos. Não se deixe levar por promessas fáceis e não priorize a aparência em detrimento da saúde. Lembre
