A crise humanitária na Faixa de Gaza tem sido uma realidade constante há décadas. Desde a criação do Estado de Israel em 1948, o povo palestino tem sido alvo de violência, opressão e desrespeito aos seus direitos básicos. No entanto, nos últimos anos, a situação tem se agravado ainda mais, especialmente para as crianças que vivem nesta região.
A embaixadora da Missão Palestiniana em Lisboa, Rawan Sulaiman, tem sido uma voz ativa na luta pelos direitos do povo palestino. Em uma recente entrevista, ela expressou sua indignação com a falta de ação da comunidade internacional em relação à situação das crianças em Gaza, que estão morrendo de fome diante da falta de recursos básicos.
“É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda existam crianças morrendo de fome. A história vai julgar duramente todos aqueles que viram uma criança em Gaza a morrer à fome e não fizeram nada para ajudar”, afirmou Rawan Sulaiman.
De acordo com relatórios da ONU, a taxa de desnutrição infantil em Gaza é alarmante. Mais de 70% das crianças palestinas sofrem de desnutrição crônica, o que pode levar a consequências graves para a saúde, como problemas de crescimento e desenvolvimento, além de aumentar o risco de doenças.
Além da falta de alimentos, as crianças em Gaza também sofrem com a falta de acesso à educação e serviços básicos de saúde. Os ataques constantes de Israel à região deixam escolas e hospitais destruídos, privando as crianças de um futuro promissor e de cuidados médicos adequados.
Rawan Sulaiman desafia a comunidade internacional a agir de forma mais contundente em relação a esses atos de violência. “Não podemos mais ficar em silêncio diante dessa situação. É hora de a comunidade internacional se unir e exigir medidas concretas para proteger as crianças palestinas em Gaza”, enfatiza a embaixadora.
A embaixadora também destaca a falta de igualdade entre Israel e Palestina no conflito. Enquanto Israel é um país com poder econômico e militar, a Palestina é um território ocupado e subjugado. “Uma guerra só pode ser justa quando é travada entre países com igual poder e armas. O que vemos em Gaza é um massacre de um povo que não tem como se defender”, ressalta Rawan Sulaiman.
A comunidade internacional tem o dever de garantir que os direitos humanos sejam respeitados em todas as partes do mundo. No entanto, quando se trata da Palestina, muitos países têm se calado e se omitido diante das violações cometidas por Israel. É preciso que os governos de todo o mundo assumam uma postura mais firme e cobrem ações concretas para garantir a proteção das crianças em Gaza.
Além disso, é importante que a sociedade civil também se mobilize e se conscientize sobre a situação em Gaza. É necessário que as pessoas entendam que a luta do povo palestino não é apenas por terra e liberdade, mas também por condições dignas de vida e respeito aos direitos humanos.
Em um mundo cada vez mais conectado, não podemos mais nos fechar em nossas bolhas e ignorar o sofrimento do outro. É preciso agir e exigir que a história não se repita, que crianças não morram de fome e que o povo palestino tenha seus direitos respeitados.
Nós, como seres humanos, temos o dever de cuidar uns dos outros e de lutar pela justiça. Não podemos mais permitir que crianças sejam vítimas de um conflito que já dura décadas. A hora de ag
