Com 700 km de diâmetro, um novo planeta anão foi descoberto por uma equipe de cientistas liderada por Scott Sheppard, do Instituto Carnegie para a Ciência, em Washington, D.C. Chamado de “2015 TG387”, o objeto tem uma órbita tão distante e incomum que desafia a principal teoria sobre a existência do enigmático Planeta 9.
O Planeta 9 é uma hipótese que surgiu em 2014, a partir de estudos sobre a órbita de objetos no Cinturão de Kuiper, região do Sistema Solar que se estende além da órbita de Netuno. Acredita-se que esse planeta hipotético possa ter entre 5 e 10 vezes a massa da Terra e estar a uma distância média de 600 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Porém, a descoberta do 2015 TG387, que tem uma órbita que atinge uma distância 2.300 vezes maior do que a da Terra ao Sol, coloca em cheque essa teoria. Além disso, o novo planeta anão tem uma órbita muito inclinada em relação ao plano orbital dos demais planetas, o que também vai contra o que se acredita ser uma órbita típica do Planeta 9.
De acordo com Sheppard, a descoberta do 2015 TG387 fornece ainda mais evidências de que o Planeta 9 pode não existir. “Se o Planeta 9 existir, ele teria afetado muitos objetos no Cinturão de Kuiper, incluindo o 2015 TG387, mas ainda não temos observações desses efeitos”, explica o pesquisador.
Os cientistas estão tentando entender como esse novo objeto conseguiu chegar em sua órbita tão distante e inclinada. Uma das teorias é que ele pode ter sido influenciado pela gravidade de um grande planeta no passado, antes de ser “empurrado” para a sua órbita atual por outros corpos celestes.
A descoberta do 2015 TG387 também é importante porque pode ajudar a explicar o comportamento de outros objetos no Cinturão de Kuiper, incluindo o famoso Sedna, que tem uma órbita extremamente elíptica e também desafia a teoria do Planeta 9.
Além disso, essa descoberta reforça a importância de continuar explorando o Cinturão de Kuiper, pois ainda há muitos objetos desconhecidos nessa região do Sistema Solar. Sheppard e sua equipe estão se preparando para realizar novas observações e descobrir mais sobre o 2015 TG387 e outros objetos distantes.
Embora a existência do Planeta 9 possa ser questionada com a chegada do 2015 TG387, isso não significa que as pesquisas sobre esse possível planeta devam ser abandonadas. A descoberta de novos objetos como esse pode levar a novas teorias e hipóteses sobre a formação e evolução do nosso Sistema Solar.
Além disso, a exploração e o conhecimento do Cinturão de Kuiper podem nos fornecer informações valiosas sobre como o Sistema Solar foi formado e o que podemos esperar para o seu futuro. Afinal, ainda há muito a ser descoberto e aprendido sobre os mistérios do nosso próprio “quintal cósmico”.
Em resumo, a descoberta do 2015 TG387 só vem para enriquecer ainda mais os estudos sobre o Sistema Solar e nos mostrar que há muito mais a ser descoberto sobre os objetos que nos cercam no espaço. Com certeza, novas descobertas emocionantes ainda estão por vir e só nos resta continuar explorando e desvendando os mistérios do universo.
