Protótipos de tecnologias médicas têm revolucionado a forma como o câncer de mama é detectado e tratado ao redor do mundo. E recentemente, um novo protótipo promete ir além da mamografia tradicional e “iluminar” regiões que podem esconder tumores, oferecendo mais precisão e segurança às mulheres.
Essa nova tecnologia tem como alvo especificamente mulheres que possuem tecido mamário denso, o que pode tornar a detecção de tumores mais desafiadora e aumentar o risco de falsos resultados negativos na mamografia. De acordo com estudos, cerca de 40% das mulheres acima de 40 anos possuem tecido mamário denso, o que pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama.
O protótipo, chamado de Optical Frequency Domain Imaging (OFDI), foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ele utiliza luz infravermelha para criar imagens detalhadas do tecido mamário, permitindo identificar possíveis anormalidades que não seriam visíveis em uma mamografia tradicional.
O OFDI funciona através de um processo não invasivo, onde a paciente recebe uma injeção de contraste fluorescente que se liga a moléculas presentes em tumores. Em seguida, a mama é escaneada em um dispositivo semelhante ao utilizado em mamografias, mas equipado com uma fonte de luz infravermelha e um sensor de imagem de alta resolução. O resultado é uma imagem tridimensional do tecido mamário, “iluminando” áreas com possíveis tumores.
Além de ser mais preciso na identificação de tumores em mulheres com tecido mamário denso, o OFDI também pode ser uma opção mais confortável para as pacientes, uma vez que não utiliza compressão da mama, como é feito na mamografia tradicional.
Os resultados dos testes com o protótipo são animadores. Em um estudo com 185 mulheres, o OFDI foi capaz de detectar mais tumores do que a mamografia e com maior precisão. Além disso, em outro estudo com 337 pacientes, o protótipo identificou 11% a mais de tumores em mulheres com tecido mamário denso do que a mamografia.
Esses resultados são especialmente promissores para as mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama devido ao tecido mamário denso. O OFDI pode permitir que essas mulheres sejam diagnosticadas precocemente, aumentando as chances de um tratamento bem-sucedido.
Embora o OFDI ainda seja considerado um protótipo e esteja em fase de testes, os pesquisadores estão confiantes de que, em breve, ele estará disponível para uso clínico. Além disso, a tecnologia pode ser adaptada para outros tipos de câncer, como câncer de tireoide e câncer de pulmão, e até mesmo para auxiliar na detecção de doenças cardíacas.
A expectativa é que o OFDI possa ser uma ferramenta valiosa na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama, oferecendo mais segurança e precisão às mulheres. E essa não é a única tecnologia inovadora que está revolucionando o tratamento contra o câncer de mama.
Outras tecnologias como a biópsia líquida, que analisa o DNA de células cancerígenas que circulam no sangue, e a inteligência artificial, que pode identificar padrões em imagens de mamografia que indicam a presença de tumores, também estão trazendo avanços significativos no diagnóstico e tratamento do câncer de mama.
Estamos vivendo em uma era de grandes progressos na medicina e, com isso, mais esperança para as mulheres que enfrentam o câncer de mama. O OFDI é apenas um dos exemplos de
