Mariangela Hungria é uma cientista brasileira, pioneira no uso de microrganismos no solo para aumentar a produtividade agrícola. Seu trabalho e dedicação à pesquisa resultaram em inovações que ajudaram o Brasil a se tornar uma potência agrícola mundial. Em reconhecimento a sua contribuição para a agricultura, Hungria foi agraciada com o World Food Prize, um dos prêmios mais prestigiados na área de segurança alimentar.
Nascida em São Paulo, Mariangela sempre teve interesse pelo mundo científico e pela agricultura. Formou-se em Agronomia pela Universidade de São Paulo e, posteriormente, obteve seu doutorado em Microbiologia do Solo pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Foi durante seus estudos no exterior que ela se deparou com o potencial dos microrganismos no solo para melhorar a produtividade das plantações.
Ao retornar ao Brasil, Mariangela iniciou sua carreira como pesquisadora da Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná. Desde então, ela tem se dedicado ao estudo dos microrganismos presentes no solo e sua relação com as plantas. Seu trabalho revolucionário se concentra em uma técnica conhecida como fixação biológica de nitrogênio, na qual bactérias benéficas são utilizadas para fornecer nutrientes essenciais às plantas.
A fixação biológica de nitrogênio é uma técnica sustentável e amigável ao meio ambiente, que reduz a necessidade de fertilizantes químicos, diminuindo os custos de produção e os impactos ambientais. Além disso, a técnica também aumenta a qualidade e o rendimento das colheitas, tornando-se uma ferramenta valiosa para os agricultores.
Os estudos de Mariangela Hungria foram fundamentais para o desenvolvimento de variedades de soja mais produtivas e resistentes a doenças, que hoje são amplamente cultivadas no Brasil e em outros países. Seu trabalho também contribuiu para o aumento da produtividade de outras culturas, como o feijão, o milho e o algodão.
Graças às suas pesquisas e inovações, o Brasil se tornou um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. A fixação biológica de nitrogênio é amplamente utilizada pelos agricultores brasileiros, que conseguem produzir mais e de forma mais sustentável. Isso resultou em um aumento significativo na renda e qualidade de vida dos produtores rurais, além de contribuir para a segurança alimentar global.
O reconhecimento internacional do trabalho de Mariangela Hungria veio com o World Food Prize, considerado o “Nobel da Alimentação”. O prêmio é concedido anualmente a indivíduos que fizeram contribuições significativas para o avanço da segurança alimentar global. Hungria é a primeira brasileira a receber essa honraria, e seu trabalho é um exemplo de como a ciência pode ser utilizada para promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a vida das pessoas.
Em seu discurso de aceitação do prêmio, Mariangela Hungria destacou a importância da cooperação entre cientistas, agricultores e governos para o avanço da agricultura. Ela também enfatizou a necessidade de investimentos em pesquisa e tecnologia para enfrentar os desafios futuros da produção de alimentos.
O reconhecimento de Mariangela Hungria é motivo de orgulho para toda a comunidade científica brasileira e para o país como um todo. Sua dedicação e inovação são um exemplo inspirador para as futuras gerações de cientistas e agricultores. Seu trabalho tem um impacto positivo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, e seu legado continuará a ser uma fonte de inspiração e progresso na área da agricultura.
