A arte funerária é uma forma de expressão que tem sido utilizada por diversas culturas ao longo da história para honrar e homenagear os mortos. No Egito Antigo, essa prática era muito valorizada e os sarcófagos eram considerados verdadeiras obras de arte, repletos de simbolismos e representações dos deuses e da vida após a morte.
Recentemente, uma descoberta arqueológica trouxe à tona novas informações sobre a arte funerária egípcia. Uma equipe de arqueólogos encontrou sarcófagos com pinturas que representam curvas onduladas, que se assemelham a fenômenos celestes, e que decoram o corpo da deusa Nut, associada ao céu. Essa descoberta é de extrema importância, pois revela a importância da deusa Nut na crença egípcia e como ela era vista como uma figura divina que guiava os mortos para a vida após a morte.
Os sarcófagos foram encontrados em uma tumba na cidade de Luxor, no sul do Egito, e datam do período Ptolemaico (332 a.C. – 30 a.C.). Eles pertenciam a uma família de sacerdotes e foram cuidadosamente decorados com cenas da vida após a morte, como a pesagem do coração e a passagem pelo submundo. No entanto, o que mais chamou a atenção dos arqueólogos foram as pinturas da deusa Nut, que cobriam todo o corpo dos sarcófagos.
As curvas onduladas que decoram o corpo da deusa Nut são uma representação do céu e dos astros. Na mitologia egípcia, Nut era a deusa do céu e era frequentemente retratada como uma mulher com o corpo coberto por estrelas. Acredita-se que ela era responsável por engolir o sol durante a noite e dar à luz novamente pela manhã, simbolizando o ciclo da vida e da morte.
Além disso, as curvas onduladas também podem representar o rio Nilo, que era de extrema importância para a civilização egípcia, pois garantia a fertilidade das terras e, consequentemente, a sobrevivência do povo. Essa interpretação é reforçada pelo fato de que os sarcófagos foram encontrados em Luxor, uma cidade que era considerada a capital religiosa do Egito Antigo e que ficava às margens do Nilo.
As pinturas nos sarcófagos também revelam a importância da deusa Nut na crença egípcia. Ela era vista como uma protetora dos mortos e era responsável por guiá-los para a vida após a morte. Acredita-se que, após a morte, os egípcios passavam por um julgamento no qual o coração era pesado em uma balança, e se fosse mais leve do que uma pena, o morto seria aceito no reino dos mortos, governado por Osíris, marido de Nut.
Essa descoberta também nos mostra a habilidade dos antigos egípcios em representar os fenômenos celestes em suas obras de arte. Eles tinham um profundo conhecimento sobre o céu e os astros, e acreditavam que eles tinham um papel importante na vida após a morte. As curvas onduladas nas pinturas dos sarcófagos são um exemplo disso, mostrando como os egípcios viam o céu como um lugar sagrado e divino.
Além disso, a descoberta também nos ajuda a entender melhor a evolução da arte funerária no Egito Antigo. As pinturas nos sarcófagos do período Ptolemaico são mais elaboradas e detalhadas do que as encontradas em períodos anteriores, mostrando como a arte funer
