Beth Shapiro é uma bióloga e paleogeneticista renomada, conhecida por suas contribuições significativas no campo da biologia evolutiva. Ela é professora na Universidade da Califórnia e também atua como diretora científica da Colossal, uma empresa de biotecnologia que tem como objetivo trazer de volta à vida espécies extintas.
Nascida em 1978, Shapiro cresceu em uma família de cientistas e desde cedo desenvolveu um interesse pela natureza e pela ciência. Ela se formou em Biologia pela Universidade da Pensilvânia e obteve seu doutorado em Biologia Evolutiva pela Universidade de Oxford. Durante seus estudos, ela se interessou pela área de paleogenética, que combina a biologia evolutiva com a genética molecular para estudar a evolução de espécies extintas.
Após concluir seu doutorado, Shapiro se juntou à equipe de pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, onde trabalhou em projetos de sequenciamento de DNA de espécies extintas, como o mamute-lanoso e o dente-de-sabre. Seu trabalho pioneiro nessa área a levou a ser reconhecida como uma das principais especialistas em paleogenética.
Em 2009, Shapiro se juntou à Universidade da Califórnia como professora assistente e, em 2015, foi promovida a professora titular. Seu trabalho na universidade se concentra em entender como as espécies evoluem e se adaptam às mudanças ambientais ao longo do tempo. Ela também é conhecida por seu trabalho em genética de populações, que estuda a variação genética dentro de uma espécie e como ela é influenciada por fatores como migração e seleção natural.
Além de seu trabalho acadêmico, Shapiro também é diretora científica da Colossal, uma empresa de biotecnologia que tem como objetivo trazer de volta à vida espécies extintas, como o mamute-lanoso. A empresa foi fundada em 2021 por Ben Lamm e George Church, e Shapiro foi escolhida para liderar a equipe científica devido à sua experiência em paleogenética.
A Colossal tem como objetivo usar a tecnologia de edição de genes para criar uma versão híbrida de elefante-mamute, que seria capaz de sobreviver em ambientes frios, como o Ártico. A ideia é que esses animais possam ajudar a restaurar ecossistemas danificados e combater as mudanças climáticas. Além disso, a empresa também está trabalhando em projetos para trazer de volta outras espécies extintas, como o tigre-dentes-de-sabre.
O trabalho de Shapiro na Colossal tem sido amplamente elogiado por sua abordagem ética e responsável em relação à biotecnologia. Ela enfatiza a importância de considerar as implicações éticas e ambientais de trazer de volta espécies extintas e trabalha em estreita colaboração com especialistas em ética e conservação.
Além de seu trabalho na universidade e na Colossal, Shapiro também é autora de dois livros: “Como os mamutes se tornaram extintos” e “Como os dinossauros se tornaram extintos”. Ambos os livros são destinados a um público mais amplo e são uma leitura fascinante para aqueles interessados em evolução e extinção de espécies.
Em 2010, Shapiro foi nomeada uma das “100 pessoas mais influentes do mundo” pela revista Time, e em 2014, recebeu o Prêmio MacArthur Fellowship, também conhecido como “Bolsa Gênio”. Ela é membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e da Academia Americana de Artes e Ciências.
Beth