Ivan Ilitch, um homem com uma vida aparentemente perfeita e bem-sucedida, se viu diante de uma questão existencial que o lançou em uma jornada de autoconhecimento e reflexão. Sua pergunta era simples, mas extremamente profunda: seu caso era sério ou não? Apesar de simples, essa questão revela o quanto muitas vezes negligenciamos o verdadeiro significado da vida e nos ocupamos com questões superficiais e sem importância.
No entanto, o médico de Ivan Ilitch, personagem principal do romance “A Morte de Ivan Ilitch”, escrita pelo aclamado autor russo Liev Tolstói, ignorou completamente essa pergunta. Para ele, o importante era apenas o diagnóstico e o tratamento dos sintomas físicos do paciente, sem se preocupar com a dimensão emocional e espiritual do mesmo.
Essa atitude do médico reflete uma realidade presente em nossa sociedade, onde a medicina muitas vezes se torna mecânica e impessoal, preocupando-se apenas com a cura dos corpos, mas esquecendo-se de tratar a alma e o espírito dos pacientes. E é justamente essa falta de cuidado com a dimensão humana que leva Ivan Ilitch a questionar se seu caso é sério ou não.
Ao longo da história, vemos Ivan Ilitch em uma luta constante contra a doença e a morte, mas também em uma jornada de autoconhecimento e aceitação. Ele começa a questionar suas escolhas de vida, percebendo que dedicou grande parte dela à busca por sucesso e prestígio social, negligenciando sua felicidade e realização pessoal.
Com isso, Liev Tolstói nos leva a refletir sobre a importância de viver uma vida autêntica e significativa, em vez de seguir padrões impostos pela sociedade. A busca por sucesso e reconhecimento externo muitas vezes nos afasta de quem realmente somos e do que realmente importa.
Outro aspecto interessante abordado no livro é a visão da sociedade em relação à doença e à morte. Enquanto Ivan Ilitch enfrenta sua doença e se aproxima da morte, seus colegas de trabalho e conhecidos se preocupam mais com a possibilidade de conseguirem seu cargo e status social do que com sua condição. Isso mostra como muitas vezes vivemos em uma sociedade egoísta e fria, que não sabe lidar com a finitude da vida e que valoriza mais o ter do que o ser.
No entanto, Ivan Ilitch encontra conforto e paz ao final de sua jornada, quando finalmente aceita sua condição e encontra significado em sua vida. Ele percebe que, apesar das escolhas que fez, pode encontrar felicidade nos pequenos momentos e nas relações verdadeiras.
Portanto, a obra de Tolstói nos convida a refletir sobre o verdadeiro sentido da vida e a importância de cuidarmos não apenas do nosso corpo, mas também da nossa alma. Devemos nos questionar constantemente se estamos vivendo de acordo com nossa essência e se estamos cultivando relacionamentos saudáveis e verdadeiros.
Além disso, a obra nos mostra como a saúde mental e emocional são fundamentais para uma vida plena e feliz. Se o médico de Ivan Ilitch tivesse levado em consideração sua pergunta inicial, talvez pudesse ter ajudado o paciente a enfrentar sua doença de uma forma mais positiva e construtiva.
Em tempos de pandemia, onde a saúde física e emocional estão sendo tão afetadas, é ainda mais importante refletirmos sobre essas questões. Devemos cuidar de nossa saúde de maneira integral, buscando equilíbrio entre o corpo e a mente, e valorizar relações genuínas, em vez de nos preocuparmos apenas com o sucesso e o prestígio social.
Em resumo, a obra de Tolstó
