No final de 2020, a Universidade de São Paulo (USP) anunciou a nomeação do novo reitor, Aluísio Cotrim Segurado. Com uma vasta experiência na área acadêmica e administrativa, Segurado assume a reitoria com a missão de dar continuidade ao trabalho iniciado por seu antecessor, Vahan Agopyan.
Uma das principais preocupações de Segurado é a questão da inclusão e diversidade na USP. Em sua posse, ele destacou a importância da política de ação afirmativa, que tem como objetivo garantir o acesso de estudantes de baixa renda e negros à universidade. Segundo Segurado, a USP deve ser uma instituição aberta a todos, independentemente de sua origem social ou étnica.
Essa postura de Segurado é extremamente relevante em um momento em que a desigualdade social e racial ainda é uma realidade no Brasil. A USP, como uma das principais universidades do país, tem um papel fundamental na promoção da igualdade e na formação de uma sociedade mais justa e inclusiva. E é exatamente isso que o novo reitor pretende fazer.
Ao sinalizar a continuidade na política de ação afirmativa, Segurado mostra que a USP não vai retroceder em relação às conquistas alcançadas nos últimos anos. Desde 2017, a universidade tem adotado medidas para aumentar a presença de estudantes de baixa renda e negros em seus cursos de graduação. E os resultados já são visíveis: em 2020, 40% dos calouros da USP eram oriundos de escolas públicas e 30% se autodeclararam negros.
No entanto, Segurado também ressalta que é preciso ir além do acesso e garantir a permanência desses estudantes na universidade. Para isso, ele pretende implementar políticas que ofereçam suporte e apoio aos alunos, como bolsas, moradia estudantil e programas de tutoria. Além disso, o novo reitor também se compromete a ampliar a oferta de cursos noturnos, facilitando o acesso de trabalhadores que desejam ingressar na universidade.
Essa mudança de foco do acesso para a permanência é fundamental para garantir que os estudantes de baixa renda e negros tenham condições de concluir seus estudos na USP. Muitas vezes, esses alunos enfrentam desafios e dificuldades que podem prejudicar seu desempenho acadêmico. Por isso, é necessário que a universidade ofereça suporte e acompanhamento para que eles possam superar essas barreiras e alcançar seu potencial máximo.
Além disso, a permanência desses estudantes na USP também é importante para promover uma maior diversidade dentro da universidade. A convivência com pessoas de diferentes origens e realidades contribui para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes, capazes de compreender e respeitar as diferenças. E isso é essencial em uma sociedade cada vez mais plural e multicultural.
Com a posse de Aluísio Cotrim Segurado, a USP dá um importante passo em direção à construção de uma universidade mais inclusiva e diversa. Ao sinalizar a continuidade na política de ação afirmativa e deslocar o foco do acesso para a permanência, o novo reitor mostra que está comprometido em promover uma real transformação social através da educação. E isso é motivo de orgulho e esperança para toda a comunidade acadêmica e para o país.
