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O que explica a falta de mulheres carnavalescas na Sapucaí

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Atualmente, o samba é uma das maiores expressões culturais do Brasil e suas escolas de samba são mundialmente conhecidas por seus desfiles luxuosos, ritmo contagiante e suas competições acirradas. Porém, quando se trata de liderança, ainda há uma grande disparidade de gênero. Nenhuma mulher está à frente de escolas de samba consideradas de elite no país.

Essa falta de representatividade feminina em cargos de liderança no samba é uma realidade que precisa ser discutida e enfrentada. Afinal, as mulheres têm um papel fundamental na história do samba e são responsáveis por sua evolução e preservação.

Desde o início do século XX, as mulheres já participavam ativamente do samba, seja como ritmistas, compositoras ou intérpretes. No entanto, nos bastidores, elas ainda eram vistas como coadjuvantes, tendo seus talentos e contribuições muitas vezes ignorados ou minimizados.

Com o passar dos anos, as mulheres foram conquistando cada vez mais espaço no universo do samba. Nos anos 1930, Tia Ciata, uma das pioneiras do samba, criou a primeira escola de samba liderada por mulheres, a “Deixa Falar”. Já na década de 1940, o samba-enredo “Vai, malandra”, de autoria de uma mulher, Isabel do Espírito Santo, foi campeão pelo Salgueiro.

Mas foi apenas nas décadas seguintes que as mulheres começaram a ter maior visibilidade e reconhecimento dentro das escolas de samba. A partir de 1965, elas passaram a desfilar como musas e rainhas de bateria, ganhando destaque e glamour nos desfiles.

No entanto, apesar dessas conquistas, a liderança nas escolas de samba ainda é majoritariamente masculina. Mesmo com a presença de algumas mulheres como presidentes de algumas agremiações, elas ainda não ocupam cargos de destaque dentro das escolas consideradas de elite, como Portela, Mangueira e Beija-Flor.

Isso é um reflexo de uma sociedade machista e patriarcal que ainda coloca barreiras para o empoderamento feminino. Afinal, não é só no samba que as mulheres enfrentam dificuldades em ocupar cargos de liderança. Em diversos setores, elas são subrepresentadas e sofrem com o preconceito e a desigualdade de gênero.

Mas é importante que essa realidade mude, não apenas para a equidade de gênero, mas também para o avanço do samba. As mulheres são essenciais para a evolução do samba e precisam ter suas vozes e talentos reconhecidos e valorizados dentro das escolas de samba.

Uma liderança feminina no samba pode trazer novas ideias e perspectivas para o desenvolvimento das agremiações. Além disso, é importante que as meninas e jovens que sonham em fazer parte desse universo possam se inspirar e enxergar o samba como uma possibilidade de atuação em diferentes áreas, inclusive na liderança.

É necessário que as escolas de samba deem mais oportunidades e incentivem a participação ativa das mulheres na gestão. É preciso que sejam criadas políticas de igualdade de gênero e que haja uma mudança de mentalidade em relação ao papel da mulher no samba.

Felizmente, já é possível ver alguns avanços nesse sentido. Em 2020, a escola de samba Unidos do Peruche, de São Paulo, elegeu como presidente uma mulher, a primeira na história da agremiação. E no mesmo ano, a Estação Primeira de Mangueira escolheu uma mulher para comandar sua bateria, também pela primeira vez.

Esses são exemplos que devem ser seguidos por outras escolas, afinal, a

Tags: Prime Plus
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