Bruce Springsteen é um dos artistas mais icônicos e influentes da música americana. Conhecido por suas letras profundas e sua voz poderosa, ele sempre usou sua plataforma para falar sobre questões sociais e políticas. E nos últimos anos, ele tem sido uma das vozes mais críticas em relação ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde o início da campanha presidencial de Trump em 2016, Springsteen tem sido vocal sobre suas preocupações com o candidato e suas políticas. Em uma entrevista à revista Rolling Stone, ele disse: “Eu acho que ele é um idiota. Eu acho que ele é um perigo para a democracia americana”. E quando Trump foi eleito, Springsteen não se calou. Em um show em Nova Zelândia, ele disse à multidão: “Nós somos os guardiões da democracia, nós somos os guardiões da unidade e da liberdade. Eles estão tentando nos derrubar, mas nós não vamos deixar isso acontecer”.
Mas foi em 2018, com o lançamento de seu álbum “Springsteen on Broadway”, que o músico realmente expressou suas críticas a Trump de forma mais direta. Na música “The Ghost of Tom Joad”, Springsteen canta sobre a desigualdade econômica e social que tem sido uma marca registrada da administração Trump. Ele canta: “Onde estão os corações que correm sobre o rio / Onde está o trabalho que vai construir a terra / Onde está a força que vai levantar a mão / Onde está o espírito que vai levar-me para casa”.
Mas é na música “That’s What Makes Us Great” que Springsteen faz sua crítica mais direta a Trump. A música, que foi escrita em colaboração com o músico Joe Grushecky, é uma resposta à retórica divisiva e nacionalista do presidente. Springsteen canta: “Não é uma bandeira, não é um partido / Não é um símbolo, não é uma cor / Não é um herói, não é um santo / Não é um poder, apenas um homem / Nós somos a história que vai derrubar o muro / Eles vão construir e nós vamos nos levantar”.
A letra da música é uma clara referência ao famoso slogan de campanha de Trump, “Construa o muro”. Mas Springsteen e Grushecky estão dizendo que é a diversidade e a união que realmente fazem a América grande. Eles também mencionam a importância de se levantar contra a injustiça e a opressão, algo que tem sido uma preocupação constante para Springsteen em sua música.
Além de suas letras, Springsteen também tem usado sua plataforma de shows para criticar Trump e sua administração. Em um show em Perth, na Austrália, ele disse à multidão: “Eu nunca pensei que veria o dia em que a verdade seria tão desvalorizada. Mas isso é o que temos agora. A verdade foi desvalorizada e mentiras foram elevadas”. Ele também tem se posicionado a favor de causas como a reforma da imigração e o movimento Black Lives Matter, que têm sido alvos de políticas e retórica de Trump.
E Springsteen não é o único artista a usar sua música para criticar Trump. Muitos outros, como Kendrick Lamar, Beyoncé e Eminem, também têm se posicionado contra o presidente em suas letras e shows. Mas o que torna Springsteen único é sua longa história de usar sua música para falar sobre questões sociais e políticas. Ele é um verdadeiro contador de histórias, que usa suas letras para dar voz aos problemas e preocupações de seu país.
Em tempos de polarização política e divisão, é importante que artistas como Bruce Springsteen continuem a falar e a se posicionar. Sua música é uma forma de unir as pessoas e de lembrá-las de que, apesar de nossas diferen
