Nos últimos anos, temos acompanhado uma crescente preocupação sobre a influência das grandes empresas de tecnologia em diferentes aspectos de nossas vidas. Seja na maneira como nos comunicamos, consumimos informações ou até mesmo na forma como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor. Diante dessa realidade, muitos profissionais da indústria do entretenimento têm se unido para lutar contra o poder dessas grandes corporações.
Um exemplo recente desse movimento é a ação liderada por Scarlett Johansson, Cate Blanchett e mais de 800 outros profissionais da indústria cinematográfica, que iniciaram uma guerra contra as big techs. O objetivo desses atores, diretores, produtores e outros profissionais é chamar a atenção para as práticas abusivas e monopolistas das empresas de tecnologia, principalmente no que diz respeito à distribuição de filmes e séries.
Em um manifesto publicado na revista Variety, os profissionais afirmam que as big techs, como a Amazon, Apple, Google, Facebook e Netflix, estão prejudicando a diversidade e a independência do mercado de entretenimento. Eles apontam que essas empresas têm um controle cada vez maior sobre a produção e distribuição de conteúdo, o que resulta em menos oportunidades para artistas independentes e em uma indústria cada vez mais concentrada em poucas mãos.
Além disso, os profissionais denunciam as práticas de manipulação de algoritmos e de violação de privacidade adotadas pelas big techs. Segundo eles, essas empresas utilizam dados pessoais dos usuários para direcionar o consumo de conteúdo, muitas vezes sem o consentimento dos mesmos. Isso não só afeta a diversidade de conteúdo, mas também levanta questões éticas e de privacidade.
Essa ação dos profissionais da indústria do entretenimento é de extrema importância para chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o poder e as práticas das grandes empresas de tecnologia. Eles buscam uma regulamentação mais rígida e justa para o mercado, que garanta a liberdade e a diversidade de produções, além de proteger os dados e a privacidade dos usuários.
Não é a primeira vez que vemos artistas e profissionais do entretenimento se posicionando contra as big techs. Em 2019, o ator e diretor George Clooney também fez críticas à Netflix por não lançar seus filmes nos cinemas. Ele afirmou que a empresa estava destruindo o cinema, pois não dava oportunidades para os espectadores assistirem aos filmes da forma tradicional, nas telonas.
A ação liderada por Scarlett Johansson, Cate Blanchett e outros 800 profissionais é um marco importante na luta contra o monopólio das big techs e suas práticas abusivas. É essencial que os artistas e criadores de conteúdo tenham voz ativa nessa batalha, pois são eles que são diretamente afetados pelas políticas das empresas de tecnologia.
Mas essa não é uma luta fácil. As big techs possuem um poder econômico e político gigantesco, o que torna ainda mais importante a união de diferentes setores e a conscientização da sociedade sobre a importância da diversidade e independência no mercado do entretenimento.
Em um mundo cada vez mais digital e conectado, é fundamental que as grandes empresas de tecnologia sejam regulamentadas e responsabilizadas por suas práticas. A diversidade e a liberdade de criações devem ser protegidas e incentivadas, e isso só será possível com ações como essa liderada pelos profissionais da indústria do entretenimento.
Portanto, é importante que nós, como consumidores de conteúdo, também nos informemos e apoiemos iniciativas como essa. A diversidade e a liberdade de produção são fundamentais para uma indústria
