No dia 13 de janeiro de 2026, comemora-se um ano da lei federal que restringiu o uso de celulares nas escolas (Lei nº 15.100/2025). A medida, que tem como objetivo reduzir distrações no ambiente escolar, priorizar o engajamento em atividades pedagógicas e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos por parte dos alunos, tem trazido resultados positivos e promissores.
O Ministério da Educação (MEC) realizará uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026 para avaliar os impactos da lei. O objetivo é entender como a norma vem sendo adotada nos diferentes sistemas de ensino e quais são os seus efeitos no ambiente escolar.
Desde a implementação da lei, já é possível observar mudanças significativas no comportamento dos alunos. De acordo com dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa) 2022, 80% dos estudantes brasileiros afirmaram se distrair e ter dificuldades de concentração nas aulas de matemática por causa do celular. Com a restrição do uso do aparelho, esse número caiu para 37%, o que demonstra uma melhora significativa no desempenho escolar.
Além disso, outras notícias relacionadas ao tema também apontam para resultados positivos. O uso da internet por adolescentes nas escolas caiu de 51% para 37%, o que mostra que os alunos estão mais focados nas atividades escolares. O veto ao uso de celulares também levou 80% dos alunos a prestarem mais atenção nas aulas, o que reflete diretamente na qualidade do aprendizado.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destaca que a restrição do uso de celulares tem sido benéfica para os alunos. Ele ressalta que o brasileiro passa, em média, nove horas e 13 minutos em frente a uma tela, o que pode causar ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos mentais. Portanto, a medida vem para proteger a saúde mental e melhorar o desempenho escolar dos estudantes.
A lei foi instituída em um contexto de crescente preocupação com os efeitos do uso excessivo e desregulado de celulares no ambiente escolar. E, após um ano de sua vigência, já é possível perceber os benefícios da medida. Aluno do ensino médio, Nicolas Lima, de 15 anos, relata que, no início, teve um pouco de resistência à mudança, mas logo percebeu as vantagens de uma vida com menos telas.
Nicolas conta que, logo no primeiro dia de aula, conseguiu fazer um amigo, pois se aproximou mais dos colegas. Além disso, ele também notou uma melhora significativa em sua concentração durante as aulas. Antes, mesmo não utilizando o celular durante as aulas, ele costumava pegá-lo no final de cada aula, o que o distraía e prejudicava seu aprendizado. Com a proibição do uso do aparelho, ele passou a interagir mais com os colegas e a aproveitar melhor o tempo no intervalo, conversando e brincando com os amigos.
Para a empreendedora digital e mãe de Nicolas, Cibele Lima, a adaptação foi desafiadora no início, mas trouxe recompensas. Ela conta que estava acostumada a se comunicar com seus filhos por meio do WhatsApp durante o horário escolar, mas, após a proibição do uso de celulares, percebeu uma melhora significativa na vida de seu filho. Ele passou a fazer novas amizades, a ser mais sociável e a se concentrar melhor nas aulas.
Especialistas também relatam que, após a restrição do uso dos aparelhos, os professores perceberam alunos mais atentos, participativos e focados
