Hoje, 4 de dezembro, é celebrado o Dia do Orientador Educacional, uma profissão que tem um papel fundamental na educação e no desenvolvimento dos estudantes. Com cerca de 81 mil profissionais no Brasil, a maioria mulheres, o orientador educacional atua no aconselhamento dos alunos, auxiliando-os em suas metas e no planejamento de suas vidas, e também na gestão do ambiente escolar, promovendo o acolhimento e mediando conflitos.
Ao longo dos anos, a profissão evoluiu e se adaptou às mudanças na educação. Antes focado em questões disciplinares e dificuldades de aprendizagem, hoje o orientador educacional tem um papel mais abrangente, atuando no desenvolvimento integral dos estudantes. Com a valorização da saúde mental e o reconhecimento da importância das habilidades socioemocionais, o orientador se tornou um agente fundamental na formação dos alunos.
Em parceria com outros profissionais, como coordenadores pedagógicos, o orientador pode atuar diretamente com os estudantes e suas famílias, principalmente nas disciplinas que trabalham o desenvolvimento de habilidades de planejamento e desenvolvimento pessoal, conhecidas como “Projetos de Vida”. Essa abordagem coloca o foco no sujeito e não apenas nas disciplinas, reconhecendo que a qualidade da aprendizagem está diretamente relacionada ao desenvolvimento emocional dos alunos.
A psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, Ana Claudia Favano, acredita que a orientação educacional evoluiu para acompanhar as mudanças na educação e na sociedade. Segundo ela, as escolas têm um papel fundamental na promoção do autoconhecimento, habilidades emocionais e de vida. O orientador educacional se tornou um agente de promoção da cultura do bem-estar, ajudando os alunos a se desenvolverem de forma integral.
Além disso, o orientador também desempenha um papel importante no acolhimento dos alunos. Com o aumento dos casos de bullying, é fundamental que as escolas tenham profissionais capacitados para lidar com essas situações e promover um ambiente seguro e acolhedor para todos os estudantes.
Ísis Galindo, orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, em São Paulo, destaca a importância do olhar atento, da escuta afetiva e do cuidado genuíno na atuação do orientador. Para ela, esses gestos simples têm um impacto profundo na trajetória dos alunos, que encontram nesse profissional um ponto seguro de apoio.
Além de atuar diretamente com os alunos, o orientador também é um mediador entre alunos, professores, famílias e outros profissionais externos à escola, como psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Essa rede de apoio é fundamental para o desenvolvimento global de cada criança e adolescente, com estratégias personalizadas de acompanhamento.
Como pedagoga, Ísis Galindo destaca que as escolas que não contam com a orientação educacional perdem a oportunidade de compreender profundamente seus alunos e suas necessidades. O orientador atua como um espaço de diálogo, mediação e cuidado, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Outro papel importante do orientador educacional é auxiliar os professores e a equipe escolar na identificação e superação das dificuldades de aprendizagem. O professor de matemática Carlos Augusto Lima encontrou na psicopedagogia e na psicologia da educação as ferramentas necessárias para lidar com esses desafios. Ele destaca que o grande desafio atualmente é trabalhar com a saúde emocional dos alunos e entender como isso afeta sua aprendizagem.
Per
