O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma das principais formas de ingresso no ensino superior no Brasil. Todos os anos, milhões de estudantes se preparam para realizar a prova e conquistar uma vaga em uma universidade. No entanto, nos últimos anos, o Enem tem sido alvo de polêmicas e questionamentos, principalmente em relação à segurança e integridade das questões.
No último dia 16 de novembro, durante a realização do segundo dia de provas do Enem 2025, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou a anulação de três questões da prova. Segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios, essa ação foi preventiva e não houve vazamento de questões.
Muitas notícias e especulações surgiram a respeito do ocorrido, gerando preocupação e insegurança nos estudantes que realizaram o exame. Por isso, é importante esclarecer o que realmente aconteceu e como o Inep está trabalhando para garantir a lisura e qualidade do Enem.
Em primeiro lugar, é preciso entender que o Enem é uma prova complexa, elaborada por uma equipe de especialistas e aplicada em todo o país. Para garantir a qualidade e precisão das questões, o Inep realiza pré-testes com estudantes que estão concluindo o ensino médio. Esses pré-testes são aplicados de forma sigilosa e experimental, antes que as questões sejam incluídas no Banco Nacional de Itens (BNI).
No Enem 2025, as questões foram compostas por itens de dez pré-testes diferentes, aplicados ao longo dos últimos anos. Isso garante que as questões sejam selecionadas e ordenadas por nível de dificuldade, garantindo a precisão da prova em estimar a proficiência dos estudantes.
No entanto, durante a realização do Enem 2025, o Inep identificou que algumas questões apresentavam semelhanças com perguntas que circularam na internet antes da realização da prova. Essas questões foram memorizadas por participantes que fizeram os pré-testes do Enem, o que não é permitido, pois pode comprometer a integridade da prova.
Por isso, o Inep decidiu anular as três questões que apresentavam maiores semelhanças com as questões divulgadas na internet. Essa ação foi preventiva e não altera a precisão da prova em estimar a proficiência dos estudantes. Além disso, o Inep garante que a realização dos pré-testes é fundamental para a elaboração do Enem e que esses testes são feitos com os mesmos itens de segurança da prova oficial.
É importante ressaltar que não houve vazamento de questões do Enem. O que houve foi uma tentativa de reprodução de itens memorizados a partir da participação no pré-teste. O presidente do Inep reforça que ninguém teve acesso à prova antes de sua aplicação, além dos que a elaboraram.
Ainda assim, por solicitação do Ministério da Educação, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Profeta para apurar a suposta divulgação antecipada de questões semelhantes às da prova. O Inep está colaborando com as investigações e reforça seu compromisso com a transparência e lisura do Enem.
É importante que os estudantes e a sociedade tenham confiança no Enem e no trabalho realizado pelo Inep. A prova é uma oportunidade para que milhões de jovens possam ingressar no ensino superior e construir um futuro melhor. Por isso, é fundamental que o Enem seja realizado com seriedade e responsabilidade, garantindo a qualidade e a igualdade de oportunidades para todos.
O Inep reforça que continuará trabalhando para aprimorar o Enem e garantir sua
