A infertilidade é um tema que muitas vezes é tratado como tabu na sociedade, mas a realidade é que milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam esse desafio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 6 casais enfrenta problemas de infertilidade em algum momento de suas vidas. Isso representa cerca de 48,5 milhões de casais em todo o mundo. No Brasil, estima-se que 8 milhões de casais enfrentam esse problema, o que equivale a 15% da população em idade reprodutiva.
Diante desses números alarmantes, a Organização Mundial de Saúde Reprodutiva (OMSR) vem lutando para que os serviços reprodutivos sejam incorporados às políticas públicas. A OMSR é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo promover a saúde reprodutiva e garantir a igualdade de acesso aos serviços de saúde para todos, independentemente da sua condição financeira ou geográfica.
Para a OMSR, a infertilidade não pode ser vista apenas como um problema médico, mas também como uma questão social e de direitos humanos. Afinal, o desejo de ter filhos é um direito de todas as pessoas e a infertilidade pode ser um obstáculo para a realização desse sonho.
Além disso, a organização aponta que a infertilidade pode ter um impacto significativo na saúde mental e emocional dos casais que enfrentam esse problema. A pressão social e a falta de informação sobre o assunto podem levar a sentimentos de frustração, culpa e até mesmo depressão. Por isso, é fundamental que os serviços reprodutivos sejam incluídos nas políticas públicas, para que essas pessoas tenham acesso a tratamentos de qualidade e apoio psicológico.
A OMSR também ressalta que a infertilidade não afeta apenas as mulheres, como muitos ainda acreditam. Estudos comprovam que a responsabilidade é igualmente dividida entre homens e mulheres, sendo que em 30% dos casos a infertilidade é causada por fatores masculinos e em outros 30% por fatores femininos. Os outros 40% são de causas desconhecidas ou mistas. Portanto, é importante que o assunto seja debatido e tratado de forma igualitária.
A inclusão dos serviços reprodutivos nas políticas públicas também é fundamental para garantir o acesso a tratamentos adequados e seguros. Muitas pessoas recorrem a tratamentos clandestinos ou sem comprovação científica, colocando em risco a sua saúde e a de possíveis filhos. Com políticas públicas efetivas, a população terá acesso a tratamentos seguros e regulamentados, além de informações corretas sobre saúde reprodutiva.
Além disso, a OMSR defende a importância de campanhas de conscientização e educação sobre o tema. Muitas pessoas ainda têm dúvidas e preconceitos em relação à infertilidade, o que acaba gerando desinformação e dificuldades no processo de tratamento. Com campanhas educativas, é possível desmistificar o assunto e promover a compreensão e a empatia em relação aos casais que enfrentam a infertilidade.
É importante ressaltar que a infertilidade é um problema que pode ser tratado em grande parte dos casos. Com os avanços da medicina, hoje existem diversas opções de tratamento, como a fertilização in vitro, inseminação artificial e tratamentos hormonais. Por isso, é fundamental que esses serviços estejam disponíveis e acessíveis a todos.
A OMSR também enfatiza a importância de políticas públicas que garantam a licença-maternidade e paternidade para casais que recorrem a técnicas de reprodução assistida. Afinal, a luta contra a infertilidade não se resume apenas à conce
