Quase dois bilhões de mulheres e meninas em todo o mundo não têm acesso à proteção legal contra o assédio digital, de acordo com um relatório divulgado pela ONU nesta terça-feira. A diretora da divisão de Políticas da ONU Mulheres, Sarah Hendriks, destacou que “nenhuma mulher está a salvo de assédio”, reforçando a necessidade de ações concretas para combater essa forma de violência de gênero.
O assédio digital, também conhecido como cyberstalking, é definido como o uso da tecnologia para perseguir, intimidar ou ameaçar alguém. Isso pode incluir mensagens de texto, e-mails, postagens em redes sociais, compartilhamento de fotos ou vídeos íntimos sem consentimento, entre outras formas de abuso online. Infelizmente, essa é uma realidade enfrentada por muitas mulheres e meninas em todo o mundo, e os números são alarmantes.
De acordo com o relatório da ONU, aproximadamente 95% dos casos de assédio digital são direcionados a mulheres e meninas. Isso inclui desde comentários ofensivos e ameaças até perseguição virtual e divulgação de informações pessoais sem consentimento. Além disso, muitas vezes as vítimas são alvo de múltiplos agressores, o que torna ainda mais difícil lidar com a situação.
O assédio digital não só causa danos emocionais, mas também pode ter consequências graves na vida das vítimas. Muitas mulheres e meninas relatam sentir medo, ansiedade, depressão e até mesmo pensamentos suicidas como resultado do assédio online. Além disso, isso pode afetar sua reputação, carreira e relacionamentos pessoais. É uma violência que não pode ser ignorada e precisa ser combatida com urgência.
Infelizmente, a maioria dos países ainda não possui leis específicas para tratar do assédio digital. Isso significa que as vítimas muitas vezes não têm acesso à proteção legal necessária para enfrentar seus agressores. Além disso, muitas vezes o assédio é minimizado ou até mesmo ignorado pelas autoridades, o que perpetua a cultura de impunidade e silenciamento.
É por isso que a ONU está chamando a atenção para essa questão e pedindo ação dos governos e da sociedade como um todo. A diretora da ONU Mulheres, Sarah Hendriks, destacou que “é responsabilidade de todos nós garantir que as mulheres e meninas tenham acesso à proteção legal contra o assédio digital”. Isso inclui a criação de leis específicas, a implementação de medidas de segurança online e a conscientização sobre o assunto.
Além disso, é importante que as vítimas sejam encorajadas a denunciar os casos de assédio digital. Muitas vezes, as mulheres e meninas se sentem envergonhadas ou com medo de falar sobre o que estão passando. É fundamental que elas saibam que não estão sozinhas e que há suporte disponível para ajudá-las a enfrentar essa situação.
Felizmente, já existem iniciativas em andamento para combater o assédio digital em todo o mundo. Por exemplo, a campanha #MeToo, que começou em 2017, trouxe à tona a discussão sobre o assédio e abuso sexual em diversas áreas, incluindo o ambiente online. Além disso, algumas empresas de tecnologia estão implementando medidas de segurança para proteger seus usuários contra o assédio digital.
No entanto, ainda há muito a ser feito. É preciso um esforço conjunto de governos, empresas, organizações e indivíduos para garantir que todas as mulheres e meninas tenham acesso à proteção legal contra o assédio digital. É necessário também promover uma cultura de respeito e igual
