Nos últimos anos, diversas pesquisas têm sido realizadas para entender melhor as crenças e comportamentos relacionados às relações sexuais. E o que esses estudos têm apontado é que muitas das crenças que temos sobre o sexo não são baseadas em evidências e podem estar completamente erradas.
Uma das principais crenças que vem sendo desmistificada é a de que homens têm um desejo sexual maior do que as mulheres. De acordo com um estudo publicado na revista científica Journal of Sex Research, homens e mulheres têm um desejo sexual semelhante, mas expressam de maneiras diferentes. Enquanto os homens tendem a ter um desejo mais visual e físico, as mulheres tendem a ter um desejo mais emocional e contextual. Ou seja, não se pode generalizar e dizer que um gênero tem um desejo sexual maior do que o outro.
Outra crença que está sendo questionada é a de que os homens sempre querem fazer sexo, independentemente do momento ou da situação. Um estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, mostrou que os homens também podem não estar no clima para o sexo, assim como as mulheres. Além disso, os pesquisadores também descobriram que o desejo sexual masculino é influenciado por fatores como o estresse e o cansaço, assim como acontece com as mulheres.
Outro mito que vem sendo desconstruído é o de que as mulheres não gostam de sexo casual. De acordo com um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, as mulheres têm o mesmo desejo por sexo casual do que os homens, mas muitas vezes não o expressam por medo de serem julgadas ou rotuladas como promíscuas. Ou seja, a sociedade impõe uma pressão maior para que as mulheres sejam mais seletivas em relação ao sexo.
Outra crença comum é a de que a penetração é o ponto principal do sexo. Mas, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, as mulheres têm mais prazer com a estimulação do clitóris do que com a penetração vaginal. Isso mostra que o sexo não se resume apenas à penetração e que é importante explorar outras formas de estimulação para aumentar o prazer e a satisfação sexual.
Além disso, muitas pessoas acreditam que o orgasmo é o objetivo final do sexo e que ele deve acontecer simultaneamente entre o casal. No entanto, um estudo da Universidade de Indiana mostrou que apenas 25% das mulheres conseguem atingir o orgasmo através da penetração vaginal. Isso significa que nem sempre o orgasmo é o resultado final e que o prazer e a conexão com o parceiro são igualmente importantes.
Outra crença que vem sendo questionada é a de que o sexo deve ser sempre espontâneo e apaixonado. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Toronto, o sexo planejado pode ser tão satisfatório quanto o sexo espontâneo. Além disso, o estudo também mostrou que o sexo pode ser uma forma de expressar amor e carinho, mas não é a única maneira de se conectar com o parceiro.
Por fim, é importante destacar que cada pessoa tem sua própria experiência e percepção sobre o sexo. O que funciona para um casal pode não funcionar para outro, e não há uma fórmula única para uma vida sexual satisfatória. É preciso deixar de lado as crenças limitantes e se permitir explorar e descobrir o que funciona melhor para cada um.
Em resumo, as pesquisas têm mostrado que muitas das crenças sobre relações sexuais não são baseadas em evidências e podem estar completamente erradas. É importante quebrar esses mitos e desconstruir padrões impostos pela sociedade, para que possamos ter uma visão mais ampla e saudável sobre o sexo