De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer é responsável por cerca de 70% dos casos de demência em todo o mundo. Já o autismo, segundo estimativas do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), afeta uma em cada 54 crianças. Ambas as condições são extremamente debilitantes e impactam não só a vida dos pacientes, mas também a dos seus cuidadores e familiares. Porém, apesar de serem tão comuns, ainda há uma grande falta de acompanhamento e reconhecimento para os que vivenciam essas realidades diariamente.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta principalmente idosos, causando problemas de memória, raciocínio e comportamento. A estimativa é de que haja 50 milhões de casos ao redor do mundo, e esse número deve dobrar a cada 20 anos. Além disso, a condição tem um grande impacto emocional e financeiro nos cuidadores, que muitas vezes são familiares próximos. O papel de cuidador exige dedicação e paciência, mas também pode ser extremamente desgastante, já que as mudanças de humor e de comportamento dos pacientes podem ser imprevisíveis e desafiadoras.
Já o autismo, um transtorno do neurodesenvolvimento, pode se manifestar desde a infância e apresentar diferentes graus de gravidade. As crianças com autismo podem ter dificuldades de comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Segundo o CDC, o transtorno é quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas, e a cada ano, mais e mais crianças são diagnosticadas. Apesar de não ter cura, com o acompanhamento adequado, é possível que as crianças com autismo tenham uma melhora significativa em sua qualidade de vida.
No entanto, apesar da alta prevalência dessas condições e da importância do papel dos cuidadores, ainda há uma grande falta de reconhecimento e apoio para essas pessoas. Muitas vezes, os cuidadores são vistos como meros responsáveis por cuidar do paciente, sem receber a devida atenção e suporte para lidar com a sobrecarga emocional e física que essa tarefa exige. Além disso, a falta de informação e sensibilização sobre o Alzheimer e o autismo também contribuem para o estigma e o isolamento dos pacientes e seus cuidadores.
Mesmo com a disponibilidade de tratamentos e terapias, muitas famílias enfrentam dificuldades para acessá-los, principalmente devido aos altos custos e à falta de políticas públicas que garantam o suporte necessário. Isso acaba gerando uma sobrecarga financeira e emocional para os cuidadores, que muitas vezes precisam abrir mão de suas carreiras e de suas próprias vidas para se dedicarem integralmente ao cuidado dos seus entes queridos.
Além disso, a pandemia da COVID-19 trouxe ainda mais desafios para essas famílias. Com o isolamento social e o fechamento de serviços essenciais, como as terapias e os grupos de apoio, os cuidadores se veem ainda mais sobrecarregados e sem suporte para lidar com a situação. Além disso, a necessidade de adaptação a novas rotinas e o medo do contágio também afetam a saúde mental e física dos cuidadores.
Portanto, é fundamental que haja um maior reconhecimento e suporte para os cuidadores de pacientes com Alzheimer e autismo. A criação de políticas públicas e programas de assistência são essenciais para garantir que essas famílias tenham acesso ao tratamento adequado e um apoio emocional e financeiro. Além disso, é importante que a sociedade se informe e sensibilize sobre essas condições, para combater o estigma e
