A comissão de especialistas da Academia Sueca e cientistas brasileiros explicam
No dia 10 de dezembro, a Academia Sueca anunciou os vencedores do Prêmio Nobel de Física, Química e Fisiologia ou Medicina de 2020. Entre os laureados, dois nomes brasileiros se destacaram: o físico Roger Penrose e a microbiologista Emmanuelle Charpentier. Além disso, o brasileiro Carlos Nobre também foi homenageado pela sua contribuição para o Prêmio Nobel da Paz de 2007. Mas você sabe o que esses cientistas têm em comum? E por que suas pesquisas são tão importantes?
A comissão de especialistas da Academia Sueca é formada por renomados cientistas de diferentes áreas, responsáveis por selecionar e premiar os mais importantes avanços científicos do ano. Este ano, a Academia Sueca escolheu laurear pesquisadores que estão trabalhando em áreas cruciais para o futuro da humanidade, como a compreensão do universo, o desenvolvimento de novos medicamentos e a luta contra as mudanças climáticas.
O físico britânico Roger Penrose foi premiado por suas pesquisas sobre a teoria da relatividade de Albert Einstein, que ajudaram a entender melhor o funcionamento do universo. Já a microbiologista francesa Emmanuelle Charpentier, em parceria com a bioquímica americana Jennifer Doudna, foi premiada por suas descobertas na edição do genoma, uma técnica revolucionária que permite alterar o DNA de organismos vivos com precisão.
Mas o que isso tem a ver com o Brasil? Além de serem pesquisadores de renome internacional, os dois cientistas têm em comum a colaboração com cientistas brasileiros. Emmanuelle Charpentier trabalhou por muitos anos no Brasil, onde estabeleceu parcerias com pesquisadores brasileiros e contribuiu para o desenvolvimento da ciência no país. Já Roger Penrose colaborou com o físico brasileiro Marcelo Gleiser, da Universidade Dartmouth, em estudos sobre a teoria do Big Bang.
Além disso, a contribuição do brasileiro Carlos Nobre para o Prêmio Nobel da Paz de 2007 é algo que deve ser celebrado. Nobre é um renomado cientista e um dos principais especialistas em mudanças climáticas do mundo. Sua pesquisa e atuação foram fundamentais para a criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que recebeu o prêmio em 2007.
Os prêmios Nobel são um reconhecimento internacional do trabalho árduo e dedicado de cientistas em suas respectivas áreas. Mas, além disso, eles também são uma forma de incentivar e motivar novas gerações de pesquisadores a continuarem buscando respostas e soluções para os grandes desafios da humanidade.
No Brasil, temos muitos cientistas talentosos e com potencial para serem premiados em um futuro próximo. No entanto, é preciso que haja investimento e apoio governamental para a ciência e a pesquisa no país. Segundo o físico e professor da Universidade Estadual de São Paulo, Paulo Artaxo, o Brasil tem um enorme potencial científico e tecnológico, mas as restrições orçamentárias e a falta de investimento estão impedindo o crescimento e o desenvolvimento da ciência brasileira.
Por isso, é fundamental valorizar e reconhecer o trabalho dos cientistas brasileiros, assim como incentivar a formação de novos pesquisadores e a realização de pesquisas de alta qualidade. Além disso, é preciso que haja uma maior integração entre os cientistas brasileiros e as grandes descobertas internacionais, como é o caso dos prêmios Nobel.
A comissão de especialistas da Academia Sueca e os cientistas brasileiros premiados
