A tecnologia tem avançado rapidamente em diversas áreas, e uma das mais impactantes é a dos drones. Esses pequenos veículos aéreos não tripulados têm sido utilizados em diversas atividades, desde entregas até monitoramento de áreas de difícil acesso. Porém, uma das limitações desses equipamentos é a sua autonomia de voo, que normalmente é limitada por sua bateria. Mas, recentemente, um sistema desenvolvido na PUC-Rio pode mudar esse cenário.
Cientistas da universidade criaram um sistema capaz de converter o vento e as vibrações geradas durante o voo dos drones em energia elétrica. Isso possibilita que esses equipamentos possam ampliar significativamente sua autonomia, permitindo voos mais longos e abrindo novas possibilidades de uso para esses veículos.
O projeto foi desenvolvido pela equipe do Laboratório de Controle e Automação da PUC-Rio, liderada pelo professor Bruno Castello da Costa. A ideia surgiu a partir da observação de que os drones, durante o voo, geram muita vibração e também são influenciados pelo fluxo de ar ao seu redor. A partir disso, a equipe começou a estudar maneiras de aproveitar esses aspectos para a geração de energia.
O sistema consiste em pequenas turbinas implantadas nas hélices dos drones, que captam a energia do vento produzido pelo próprio movimento do veículo. Além disso, sensores também foram instalados nas asas dos drones para captar as vibrações geradas durante o voo. Esses sensores transformam as vibrações em eletricidade, que é armazenada em uma bateria interna. Com isso, os drones podem voar por tempo indeterminado, desde que haja vento e movimento.
O sistema foi testado em dois modelos de drones diferentes e os resultados foram promissores. Em um dos testes, um drone comum, que voa em média por 20 minutos com sua bateria, conseguiu voar por mais de 2 horas utilizando o sistema desenvolvido na PUC-Rio. Em outro teste, um drone que voa em média por 40 minutos com sua bateria, conseguiu voar por mais de 4 horas.
Além de ampliar a autonomia dos drones, esse sistema também traz outras vantagens. Por aproveitar fontes de energia renovável, ele é uma opção mais sustentável e econômica em relação às baterias convencionais, que precisam ser substituídas com frequência. Além disso, a utilização de turbinas e sensores já existentes no mercado torna o sistema mais acessível e de fácil implementação.
O potencial desse sistema é imenso. Além de ampliar a autonomia de drones utilizados em entregas e monitoramentos, ele também pode ser aplicado em drones utilizados em atividades de mapeamento, inspeção de infraestruturas e até mesmo em operações militares. A tecnologia também pode ser adaptada para outras aplicações, como em painéis solares ou turbinas eólicas.
A equipe responsável pelo desenvolvimento do sistema já registrou uma patente e está em busca de parceiros para aprimorar a tecnologia e torná-la comercialmente viável. A expectativa é de que essa inovação seja amplamente utilizada em um futuro próximo, contribuindo para o avanço da tecnologia e trazendo benefícios para diversos setores.
O desenvolvimento desse sistema na PUC-Rio é mais um exemplo do potencial das universidades brasileiras para a pesquisa e inovação. É importante destacar o papel das instituições de ensino superior na produção de conhecimento e no desenvolvimento de soluções que impactam positivamente a sociedade. E essa conquista da PUC-Rio é mais um motivo de orgulho para a ciência e tecnologia brasileiras.
Com essa novidade, os drones se torn