A desinformação é um problema que assola o mundo moderno e, infelizmente, o Brasil não está imune a ele. Todos os dias, milhões de brasileiras são expostas a informações falsas e incompletas que podem ter consequências devastadoras para sua saúde. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 19 mortes por dia poderiam ser evitadas se as mulheres tivessem acesso à vacinação, realizassem exames regulares e tivessem informações precisas e acessíveis sobre sua saúde. Isso mostra o quão perigosa é a desinformação e como ela pode impactar diretamente a vida das mulheres brasileiras.
Um dos principais problemas enfrentados pelas brasileiras é a falta de informação sobre a importância da vacinação. No país, existem diversas campanhas de vacinação, mas muitas mulheres ainda não têm conhecimento sobre a necessidade de se imunizar contra doenças como o HPV, que é responsável pelo surgimento do câncer de colo de útero. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, esse tipo de câncer é o terceiro mais comum entre as mulheres brasileiras, sendo que 90% dos casos poderiam ser prevenidos com a vacinação adequada. No entanto, a falta de informação e a disseminação de notícias falsas sobre os possíveis efeitos colaterais da vacina têm levado muitas mulheres a optarem por não se vacinar, colocando em risco sua saúde e até mesmo suas vidas.
Outro grave problema causado pela desinformação é a falta de realização de exames regulares. Muitas mulheres não têm acesso a informações sobre a importância de fazer exames preventivos para detectar doenças em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o diagnóstico precoce do câncer de mama pode aumentar em até 95% as chances de cura, mas, infelizmente, muitas mulheres ainda não entendem a importância de realizar a mamografia anualmente. Além disso, a falta de informação sobre outras doenças, como o câncer de ovário, também contribui para que esses casos sejam descobertos em estágios avançados, dificultando o tratamento e diminuindo as chances de cura.
É preciso ressaltar que, além da falta de acesso à informação, muitas mulheres também sofrem com a falta de acesso aos serviços de saúde adequados. Isso é ainda mais grave em regiões mais remotas do país, onde a estrutura de saúde é precária e o acesso a médicos e exames é limitado. Muitas mulheres, principalmente as mais pobres, não têm acesso às informações e aos serviços de saúde necessários para cuidar de sua saúde de forma preventiva, o que contribui para o alto índice de mortalidade feminina no Brasil.
É necessário que as autoridades governamentais e as organizações de saúde se unam para combater a desinformação e garantir que as brasileiras tenham acesso a informações precisas e confiáveis sobre sua saúde. Além disso, é fundamental que sejam realizadas campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação e dos exames regulares, para que as mulheres entendam a importância de cuidar de sua saúde de forma preventiva. Também é preciso investir em serviços de saúde públicos de qualidade, que possam atender às necessidades das brasileiras, principalmente as mais vulneráveis.
A informação é uma poderosa ferramenta de prevenção e, por isso, é essencial que as brasileiras tenham acesso a ela de forma acessível e clara. É preciso que haja um esforço conjunto para combater a desinformação e garantir que todas as mulheres tenham acesso a informações precisas e confiáveis sobre sua saúde. Somente assim, poderemos reduzir o número de mortes evitáveis e
