Submarino registra lava incandescente em região do Pacífico essencial para entender atividade vulcânica da Terra
Um recente estudo realizado por cientistas da Universidade de Washington, em parceria com a Marinha dos Estados Unidos, revelou imagens impressionantes de lava incandescente sendo expelida no fundo do oceano Pacífico. As imagens foram capturadas por um submarino não tripulado, que registrou a atividade vulcânica em uma região onde as placas tectônicas se separam, conhecida como Dorsal Mesoatlântica.
A Dorsal Mesoatlântica é uma cadeia de montanhas submarinas que se estende por mais de 16 mil quilômetros, desde o Ártico até o sul do oceano Atlântico. É considerada uma das regiões mais importantes para o estudo da atividade vulcânica da Terra, pois é onde ocorre a separação das placas tectônicas, processo que é responsável pela formação de novas crostas oceânicas.
As imagens registradas pelo submarino mostram a lava incandescente sendo expelida a uma profundidade de mais de 2 mil metros, em uma área conhecida como “Chaminé Negra”. Essa região é considerada uma das mais ativas da Dorsal Mesoatlântica, com uma grande quantidade de vulcões submarinos e fontes hidrotermais.
Segundo os cientistas, a atividade vulcânica nessa região é essencial para entender o funcionamento do interior da Terra. A Dorsal Mesoatlântica é uma das principais fontes de calor do planeta, responsável por cerca de 20% do calor que é liberado pela Terra. Além disso, a atividade vulcânica nessa região também é responsável pela formação de novas rochas e pela reciclagem de nutrientes no oceano.
O estudo também revelou que a atividade vulcânica na Dorsal Mesoatlântica é muito mais intensa do que se imaginava. Os cientistas estimam que, a cada ano, cerca de 10 milhões de toneladas de lava são expelidas nessa região. Isso equivale a mais de 1 milhão de caminhões carregados de lava.
Além disso, as imagens registradas pelo submarino também mostraram a presença de uma grande quantidade de organismos vivos ao redor dos vulcões submarinos. Esses organismos, conhecidos como extremófilos, são capazes de sobreviver em ambientes extremos, como as altas temperaturas e a acidez da água ao redor das fontes hidrotermais.
Essa descoberta é de extrema importância para a ciência, pois mostra que a vida pode existir em condições que antes eram consideradas inóspitas. Além disso, esses organismos podem ser uma fonte de estudo para entender como a vida pode ter surgido em nosso planeta e também em outros corpos celestes.
O registro da lava incandescente e da atividade vulcânica na Dorsal Mesoatlântica só foi possível graças ao avanço da tecnologia dos submarinos não tripulados. Esses equipamentos são capazes de suportar as altas pressões e temperaturas do fundo do oceano, além de serem controlados remotamente por cientistas em terra.
Com essas novas descobertas, os cientistas esperam entender melhor como a atividade vulcânica influencia o clima e a biodiversidade do planeta. Além disso, essas informações podem ser úteis para prever e mitigar os efeitos de erupções vulcânicas em regiões habitadas.
Em resumo, o registro da lava incandescente na Dorsal Mesoatlântica é um marco importante para a ciência e nos mostra a importância
