No último dia 6 de setembro, um trágico acidente ocorreu na estação de metrô da linha 3-vermelha, em São Paulo. O passageiro Lourivaldo Nepomuceno, de 49 anos, ficou preso entre a porta da plataforma e a de um vagão, e infelizmente não resistiu aos ferimentos.
O incidente chocou a todos que estavam presentes e causou comoção na população. Afinal, como pode um simples ato de embarque no metrô resultar em uma tragédia tão grande? A resposta é simples: negligência.
Segundo relatos de testemunhas, a plataforma estava lotada e o trem chegou em alta velocidade, sem dar tempo suficiente para que os passageiros desembarcassem e embarcassem com segurança. Além disso, a porta do vagão estava com defeito, o que dificultou ainda mais a entrada dos passageiros.
Infelizmente, esse não é um caso isolado. Acidentes envolvendo portas de metrô são mais comuns do que imaginamos. Em 2019, o Metrô de São Paulo registrou 22 ocorrências desse tipo, sendo que em 8 delas houve vítimas fatais. E o pior é que muitos desses acidentes poderiam ser evitados se houvesse mais investimentos em manutenção e treinamento dos funcionários.
O passageiro Lourivaldo Nepomuceno era um trabalhador comum, que todos os dias utilizava o metrô para se deslocar até o seu emprego. Infelizmente, ele se tornou mais uma vítima da falta de cuidado e atenção das autoridades responsáveis pelo transporte público.
Mas o que podemos aprender com essa tragédia? Primeiramente, que a vida é frágil e que devemos valorizá-la a cada momento. Além disso, é preciso cobrar das autoridades medidas efetivas para garantir a segurança dos passageiros. Não podemos aceitar que vidas sejam perdidas por falta de manutenção e investimentos adequados.
Outro ponto importante é a conscientização dos usuários do transporte público. Muitas vezes, por pressa ou falta de atenção, acabamos nos colocando em situações de risco. É fundamental seguir as orientações de segurança e respeitar as normas de embarque e desembarque.
É preciso também que as empresas de transporte público sejam mais transparentes e responsáveis em relação aos seus serviços. Afinal, os passageiros são os clientes e merecem um serviço de qualidade e, principalmente, seguro.
Não podemos deixar que a morte do passageiro Lourivaldo Nepomuceno seja apenas mais um número nas estatísticas. É preciso que as autoridades tomem medidas efetivas para garantir a segurança dos usuários do transporte público. E nós, como cidadãos, devemos cobrar e fiscalizar para que isso aconteça.
Que a morte de Lourivaldo seja um alerta para que as autoridades e empresas de transporte público assumam a responsabilidade pela segurança dos passageiros. E que a sua memória seja lembrada não apenas como mais uma vítima, mas como um símbolo de luta por um transporte público mais seguro e eficiente.
