O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou na terça-feira, dia 20 de abril, o seu relatório de perspetivas económicas globais para o ano de 2021. De acordo com o documento, a previsão é de que o crescimento dos países da região abrande de 2,4% em 2024 para 2% este ano. Apesar do cenário desafiador, é importante destacar que essa projeção representa uma recuperação em relação ao ano passado, quando a economia global sofreu um forte impacto devido à pandemia da COVID-19.
O relatório do FMI aponta que o crescimento económico global deve ser impulsionado principalmente pelos países desenvolvidos, que já estão a avançar no processo de vacinação e a retomar as suas atividades económicas. No entanto, a recuperação dos países em desenvolvimento, incluindo os da região, ainda enfrenta desafios significativos, como a lenta distribuição das vacinas e a persistência da pandemia em alguns países.
Apesar desses desafios, é importante destacar que o crescimento económico da região continua a ser uma das mais altas do mundo, o que demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação dos países da região em momentos de crise. Além disso, o FMI ressalta que as políticas económicas e sociais adotadas pelos governos da região têm sido fundamentais para mitigar os impactos da pandemia e promover a recuperação económica.
Um dos principais desafios apontados pelo FMI para a região é a necessidade de acelerar o processo de vacinação contra a COVID-19. A distribuição equitativa e eficiente das vacinas é fundamental para garantir uma recuperação económica mais rápida e sustentável. Além disso, é importante que os países continuem a adotar medidas de apoio às empresas e às famílias mais afetadas pela crise, para que possam superar esse momento difícil e retomar as suas atividades.
O relatório do FMI também destaca a importância de investimentos em infraestrutura e em tecnologia para impulsionar o crescimento económico da região. Esses investimentos podem ajudar a aumentar a produtividade e a competitividade das empresas, além de contribuir para a criação de empregos e o desenvolvimento económico sustentável.
Apesar do abrandamento do crescimento económico previsto para este ano, o FMI projeta uma recuperação gradual nos próximos anos, com uma taxa de crescimento de 3,2% em 2022 e 3,5% em 2023. Essa previsão é baseada na expectativa de que a pandemia seja controlada e que as políticas económicas e sociais continuem a ser implementadas de forma eficaz.
É importante ressaltar que as projeções do FMI podem ser alteradas de acordo com a evolução da pandemia e das políticas adotadas pelos países. Portanto, é fundamental que os governos continuem a monitorar de perto a situação económica e a adotar medidas adequadas para garantir uma recuperação económica sólida e sustentável.
Em resumo, o relatório de perspetivas económicas globais do FMI para a região aponta desafios, mas também traz boas notícias. Apesar do abrandamento do crescimento económico previsto para este ano, a região continua a ser uma das mais dinâmicas do mundo e tem potencial para se recuperar e crescer ainda mais nos próximos anos. Com a adoção de políticas adequadas e o esforço conjunto dos governos, empresas e sociedade, é possível superar os desafios e construir um futuro mais próspero e sustentável para todos.
