Partindo do famoso seriado de TV, colunista discute como inversão de valores na saúde pública prejudica prevenção de doenças emergentes, como a obesidade
A indústria do entretenimento sempre teve um papel importante na sociedade, seja como forma de entretenimento, informação ou reflexão. E é exatamente nesse último aspecto que o famoso seriado de TV “Breaking Bad” tem muito a nos ensinar sobre a atual situação da saúde pública, em especial quando se trata da prevenção de doenças emergentes, como a obesidade.
Para quem não está familiarizado, “Breaking Bad” conta a história de um professor de química, Walter White, que após ser diagnosticado com câncer terminal, decide se tornar um grande produtor de metanfetamina para garantir o futuro financeiro de sua família. No decorrer da série, é possível acompanhar não só a transformação do personagem principal, mas também a relação que a sociedade tem com a saúde e o sistema de saúde público.
Um dos pontos mais interessantes da série é a inversão de valores que ocorre na saúde pública. Walter White, mesmo sendo diagnosticado com câncer, não tem acesso a um tratamento adequado devido ao alto custo dos medicamentos. Por outro lado, vemos o sistema de saúde público investindo em tratamentos paliativos, que não combatem a doença em si, mas apenas aliviam os sintomas. Esse cenário, infelizmente, não é muito diferente da realidade em muitos países, inclusive no Brasil.
Na busca por uma vida mais saudável e longe de doenças, é essencial que a prevenção seja uma prioridade. Mas, com a inversão de valores na saúde pública, a prevenção acaba sendo deixada de lado em prol de tratamentos que geram mais lucro para a indústria farmacêutica. E é justamente nesse contexto que a obesidade emerge como uma das principais doenças da atualidade.
A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode trazer diversas complicações para a saúde, como diabetes, doenças cardiovasculares, problemas ortopédicos, entre outros. E sua prevalência tem aumentado de forma alarmante nos últimos anos, principalmente entre os jovens.
Uma das principais causas da obesidade é o sedentarismo e a má alimentação, que muitas vezes são influenciados pela cultura do fast-food e pela falta de políticas públicas efetivas para promoção da alimentação saudável. É preciso lembrar que, assim como no caso de Walter White, muitos indivíduos não têm condições financeiras para se alimentar de forma adequada e acabam recorrendo a opções mais baratas e pouco nutritivas.
Além disso, a falta de investimento em programas de prevenção e saúde pública também está relacionada com a inversão de valores na sociedade. Hoje em dia, é mais comum vermos pessoas preocupadas com a estética e com o corpo perfeito, do que com a saúde em si. E isso é consequência de uma cultura que valoriza a aparência e o consumo desenfreado, em detrimento da qualidade de vida.
Mas é preciso lembrar que a prevenção é sempre o melhor remédio. Investir em programas de educação alimentar e incentivar a prática de atividades físicas desde cedo é fundamental para combater a obesidade e outras doenças relacionadas. Além disso, é necessário que o sistema de saúde público invista em campanhas de conscientização e disponibilize tratamentos acessíveis para quem já sofre com a doença.
Portanto, é importante refletirmos sobre a inversão de valores na saúde pública que temos presenciado e lutarmos por mudanças efetivas. A prevenção deve ser a base do sistema de saúde, e não apenas remediar os problemas quando eles já estão instalados. Afinal,
