Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2014, a União Europeia tomou medidas para restringir a compra de carvão e petróleo russo no mercado único. No entanto, o gás natural, que é amplamente utilizado como fonte de energia na Europa, não foi incluído na proibição. Essa decisão foi tomada com base em uma série de fatores, incluindo a dependência da UE do gás russo e a necessidade de manter o fornecimento de energia para os países membros.
A proibição de compra de carvão e petróleo russo foi uma resposta direta à agressão da Rússia na Ucrânia. Desde 2014, a Rússia anexou a Crimeia e apoiou separatistas no leste da Ucrânia, resultando em um conflito que já deixou mais de 13.000 mortos. A UE, juntamente com os Estados Unidos e outros países, impôs sanções econômicas à Rússia como forma de pressionar o país a encerrar suas ações agressivas.
Uma das principais medidas adotadas pela UE foi a proibição da compra de carvão e petróleo russo no mercado único. Isso significa que os países membros não podem mais importar esses produtos da Rússia, o que afetou diretamente a economia russa. A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo e carvão do mundo e a UE era um importante mercado para esses produtos. Com a proibição, a Rússia perdeu uma fonte significativa de receita e teve que buscar outros mercados para vender seus produtos.
No entanto, o gás natural não foi incluído na proibição. Isso se deve principalmente à dependência da UE do gás russo. A Rússia é o maior fornecedor de gás natural para a Europa, representando cerca de 40% do consumo total de gás da UE. Alguns países membros, como a Alemanha, são altamente dependentes do gás russo e não têm muitas opções alternativas de fornecimento. Além disso, a UE também tem contratos de longo prazo com a Rússia para o fornecimento de gás, o que torna difícil para os países membros encontrarem outras fontes de energia no curto prazo.
Outro fator importante que influenciou a decisão de não proibir a compra de gás russo foi a necessidade de manter o fornecimento de energia para os países membros. A UE depende do gás natural para gerar eletricidade, aquecer casas e alimentar indústrias. Qualquer interrupção no fornecimento de gás poderia ter consequências graves para a economia e a população dos países membros. Portanto, a UE optou por não incluir o gás na proibição, a fim de garantir a continuidade do fornecimento de energia.
Além disso, a UE também tomou medidas para diversificar suas fontes de energia e reduzir sua dependência do gás russo. Isso inclui a promoção de fontes de energia renovável, como a energia eólica e solar, e a construção de novas infraestruturas de gás natural liquefeito (GNL) para importar gás de outros países. Essas medidas visam reduzir a vulnerabilidade da UE em relação ao fornecimento de gás russo e aumentar sua independência energética.
Em resumo, a proibição da compra de carvão e petróleo russo no mercado único foi uma resposta da UE à agressão da Rússia na Ucrânia. No entanto, o gás natural não foi incluído na proibição devido à dependência da UE do gás russo e à necessidade de manter o fornecimento de energia para os países
