Até 2100, a contração da atmosfera superior pode reduzir em até 66% o número de satélites em órbita baixa, elevando o risco de colisões e detritos espaciais. Essa é uma previsão preocupante para o futuro da exploração espacial e das comunicações globais. No entanto, é importante entendermos o que está causando essa contração e como podemos trabalhar juntos para mitigar seus efeitos.
A atmosfera superior, também conhecida como termosfera, é a camada mais externa da atmosfera terrestre. Ela se estende a uma altitude de cerca de 100 km acima da superfície da Terra e é onde a maioria dos satélites em órbita baixa estão localizados. Essa camada é composta principalmente por gases raros, como o oxigênio e o nitrogênio, e é onde ocorrem fenômenos como as auroras boreais e a ionização dos gases.
No entanto, nos últimos anos, os cientistas têm observado uma contração significativa na termosfera. Isso é causado principalmente pelo aumento da atividade solar, que aquece a atmosfera superior e a faz expandir. Quando a atividade solar diminui, a atmosfera resfria e se contrai. Esse processo é natural e ocorre em ciclos de 11 anos.
No entanto, o que tem preocupado os cientistas é que, devido às mudanças climáticas, a atividade solar está diminuindo mais do que o esperado. Isso significa que a atmosfera superior está se contraindo mais do que o normal, e essa contração pode ser ainda mais acentuada até o final do século.
Então, qual é o impacto disso nos satélites em órbita baixa? Com a contração da atmosfera, a densidade do ar na termosfera diminui, o que significa que há menos resistência para os satélites em órbita. Isso faz com que eles desçam para altitudes mais baixas e, eventualmente, entrem em contato com a atmosfera terrestre, onde queimam e se desintegram.
De acordo com um estudo da Universidade de Colorado Boulder, até 2100, a contração da atmosfera superior pode reduzir em até 66% o número de satélites em órbita baixa. Isso significa que milhares de satélites podem se tornar inoperantes e se transformar em detritos espaciais, aumentando o risco de colisões e danos às espaçonaves ativas.
Além disso, a contração da atmosfera também pode afetar as comunicações globais. Muitos satélites em órbita baixa são usados para fornecer serviços de comunicação, como internet e telefonia, para áreas remotas do planeta. Com a redução do número de satélites, esses serviços podem ser interrompidos, causando impactos econômicos e sociais significativos.
No entanto, nem tudo está perdido. Os cientistas estão trabalhando em soluções para mitigar os efeitos da contração da atmosfera superior. Uma das possibilidades é o uso de tecnologias de propulsão elétrica para manter os satélites em órbita. Esses sistemas usam energia solar para ionizar gases e gerar empuxo, permitindo que os satélites mantenham sua altitude mesmo em uma atmosfera mais rarefeita.
Outra solução é a remoção de detritos espaciais. Com menos satélites em órbita, o risco de colisões e a criação de mais detritos aumenta. Por isso, é importante que as agências espaciais e empresas privadas invistam em tecnologias de remoção de detritos, como braços robóticos e redes de captura.
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