Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno é a forma mais natural e importante de fornecer ao bebê os nutrientes necessários para o seu crescimento e desenvolvimento saudáveis. Além disso, estudos mostram que o leite materno é um alimento completo e equilibrado, que fornece todos os nutrientes essenciais para o recém-nascido, além de promover uma série de benefícios para a saúde da mãe e do bebê. E agora, uma nova pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revela que a manutenção do aleitamento materno pode ser um fator de proteção para os riscos à saúde.
O estudo, que foi publicado na revista científica Pediatrics, acompanhou mais de 1.200 crianças desde o nascimento até os 6 anos de idade. Os resultados mostraram que aquelas que foram amamentadas exclusivamente até os 6 meses e continuaram com o aleitamento materno até os 12 meses tiveram uma redução significativa na ocorrência de doenças respiratórias, alergias e infecções no trato gastrointestinal. Além disso, as crianças que receberam leite materno por mais tempo apresentaram menor incidência de sobrepeso e obesidade.
Esses dados são extremamente importantes, pois mostram que a amamentação pode ser considerada como uma forma de prevenção de doenças. Isso porque o leite materno é rico em anticorpos, enzimas, células de defesa e outros componentes que fortalecem o sistema imunológico do bebê, protegendo-o de diversas infecções e doenças. Além disso, o contato pele a pele durante a amamentação estimula a liberação de hormônios que promovem o vínculo afetivo entre mãe e filho, contribuindo para o desenvolvimento emocional e psicológico da criança.
Outro fator importante revelado pela pesquisa é que a duração do aleitamento materno também pode influenciar na saúde futura da criança. A amamentação por um período mais longo está relacionada a uma menor incidência de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer. Além disso, estudos mostram que o leite materno pode influenciar na saúde bucal, prevenindo a cárie dentária e o desenvolvimento de má oclusão.
Além dos benefícios para a saúde do bebê, o aleitamento materno também traz vantagens para a mãe. Durante a amamentação, o corpo feminino produz o hormônio ocitocina, que ajuda no processo de contração do útero, reduzindo o risco de hemorragia pós-parto. Além disso, amamentar também ajuda no retorno do peso pré-gestacional e pode prevenir a depressão pós-parto.
É importante ressaltar que, apesar de todos os benefícios, nem todas as mães conseguem amamentar exclusivamente até os 6 meses e continuar com o aleitamento materno até os 2 anos, como recomendado pela OMS. Por isso, é fundamental que as mulheres recebam apoio e orientação de profissionais de saúde, além de suporte da família e da sociedade, para que possam amamentar de forma tranquila e sem pressões.
Outro fator que pode influenciar na duração da amamentação é o retorno ao trabalho. Muitas mães não conseguem conciliar a amamentação com a rotina profissional, seja pela falta de estrutura adequada no ambiente de trabalho ou pela falta de tempo disponível. Por isso, é importante que as empresas adotem políticas de apoio à amamentação, oferecendo espaços adequados e horários flexíveis para que as mães possam continuar amamentando seus filhos.
É preciso também desmistificar alguns tabus e preconceitos relacionados
