A morte de Carlos Araújo, ex-guerrilheiro e líder político brasileiro, eleva para quatro o número de presos políticos falecidos desde novembro sob custódia do Estado na Venezuela. A notícia, divulgada por várias organizações não governamentais (ONGs) venezuelanas, é mais um triste capítulo na história recente do país, que vem sofrendo com uma grave crise política e econômica.
Araújo, que foi casado com a ex-presidente Dilma Rousseff e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), estava preso desde 2017 por supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi transferido para um hospital em Curitiba, no Brasil, após apresentar problemas de saúde em sua cela na Venezuela, mas acabou falecendo em decorrência de um infarto.
A morte de Araújo é mais um exemplo da situação precária dos presos políticos na Venezuela. Desde novembro do ano passado, outros três detentos também morreram sob custódia do Estado, segundo as ONGs. São eles: Fernando Albán, vereador da cidade de Caracas, que teria se suicidado em sua cela; Rafael Acosta, militar que teria sido torturado até a morte; e o capitão de corveta Rafael Acosta Arévalo, que também teria sido torturado e morreu em decorrência de um edema cerebral.
Essas mortes geraram uma onda de indignação e protestos dentro e fora da Venezuela. Organizações de direitos humanos e governos de diversos países têm denunciado a violação dos direitos dos presos políticos e exigido uma investigação independente sobre as circunstâncias das mortes.
O governo do presidente Nicolás Maduro, por sua vez, nega qualquer tipo de violação e afirma que os presos políticos estão sendo tratados de forma adequada. No entanto, a realidade é bem diferente. Relatos de tortura, maus tratos e condições desumanas nas prisões são constantes e evidenciam a falta de respeito aos direitos humanos no país.
Além disso, a prisão de líderes políticos e ativistas contrários ao governo tem sido uma prática recorrente na Venezuela. Opositores são acusados de crimes sem provas concretas e acabam sendo presos de forma arbitrária. Isso mostra a fragilidade do sistema judiciário e a falta de garantias para um julgamento justo.
A morte de Carlos Araújo é mais um alerta para a comunidade internacional sobre a grave situação dos direitos humanos na Venezuela. É preciso que os governos e organismos internacionais pressionem o governo de Maduro para que respeite os direitos dos presos políticos e garanta um julgamento justo e imparcial.
Além disso, é fundamental que a sociedade venezuelana se una em prol da defesa dos direitos humanos e da democracia. A luta contra a opressão e a violação dos direitos deve ser uma causa de todos, independentemente de suas posições políticas. É preciso que a população exija do governo uma mudança de postura e a garantia dos direitos fundamentais.
A morte de Araújo e dos outros presos políticos é uma triste realidade que não pode ser ignorada. É preciso que a comunidade internacional e a sociedade venezuelana se unam para que essas mortes não sejam em vão e para que a luta pela liberdade e pelos direitos humanos seja fortalecida. A Venezuela precisa de paz, justiça e respeito aos direitos de todos os seus cidadãos.
