J.D. Vance, o vice-presidente dos Estados Unidos, recentemente fez um pedido aos partidos tradicionais da Alemanha: ouçam a Alternativa para a Alemanha (AfD). Essa declaração do bilionário Elon Musk, afirmando que a AfD é o “último raio de esperança” para o país, também chamou a atenção. No entanto, o que milhares de manifestantes em Berlim têm a dizer sobre isso? “A cidade inteira odeia a AfD”. No último fim de semana, cerca de 30 mil pessoas se reuniram no centro de Berlim para protestar contra o crescente apoio à extrema-direita no país e contra a suposta aproximação dos conservadores da CDU/CSU (partidos que lideram as pesquisas) à AfD, durante uma votação em janeiro que exigiu um reforço nos controles fronteiriços. Os rivais acusaram a CDU/CSU de quebrar um tabu na Alemanha ao se aliar aos votos do partido nacionalista para aprovar a resolução. Mas o que podemos esperar das eleições na Alemanha?
Com a aproximação das eleições federais alemãs em setembro deste ano, o clima político no país está cada vez mais acalorado. A ascensão da AfD é um reflexo do crescente descontentamento de uma parcela da população com as políticas tradicionais dos partidos estabelecidos. A AfD, que foi fundada em 2013, teve um rápido crescimento e agora é a terceira maior força política no país. Seu discurso anti-imigrante e eurocético tem atraído muitos eleitores insatisfeitos, principalmente após a crise dos refugiados em 2015, quando mais de um milhão de migrantes chegaram à Alemanha.
No entanto, a AfD também tem sido alvo de críticas por suas declarações e políticas extremistas, como o fechamento das fronteiras e a saída da Alemanha da União Europeia. Além disso, alegações de racismo e xenofobia têm sido frequentes. Diante disso, é compreensível que muitos alemães estejam se manifestando contra a AfD e seu crescimento na política do país.
O protesto em Berlim, que contou com a presença de pessoas de todas as idades e origens, foi uma demonstração de repúdio à AfD e seus ideais. Os manifestantes levantaram cartazes com frases como “Não ao ódio” e “Berlim é colorida, não marrom” (em referência à cor do partido). Além disso, políticos e líderes de organizações também se pronunciaram no evento, destacando a importância de combater o discurso de ódio e a intolerância.
Mas o que é mais preocupante é a aparente aproximação da CDU/CSU à AfD. O partido de Angela Merkel, que está no poder desde 2005, tem tido dificuldades em manter sua popularidade, principalmente após a crise dos refugiados. A aproximação com a AfD pode ser vista como uma tentativa de atrair o eleitorado conservador e nacionalista, mas também pode ser interpretada como uma traição aos valores democráticos e humanitários que a Alemanha sempre defendeu.
No entanto, é importante lembrar que a CDU/CSU não é o único partido alemão. Existem outras opções políticas que não se alinham com os ideais extremistas da AfD. Outros partidos, como o Partido Social-Democrata (SPD) e o Partido Verde, também estão ganhando força nas pesquisas e podem ser uma alternativa para aqueles que não se sentem representados pelos partidos tradicionais.
Com as eleições chegando, é fundamental que os a
